domingo, 18 de abril de 2010

POVO DO MEU PAÍS, ACORDA! RESTAURAR A MONARQUIA É RESTAURAR PORTUGAL!!!


É tempo de nos levantarmos contra o Regime e de dizer
 BASTA DESTA REPÚBLICA!
Portugueses, no dia em que restaurarmos a nossa Monarquia restauramos a nossa Portugalidade perdida!
RESTAURAR A MONARQUIA É RESTAURAR PORTUGAL!!!


(Fonte: Rui Coelho no Facebook)

REVISÃO CONSTITUCIONAL - UMA OCASIÃO QUE NÃO PODE SER PERDIDA

Os poucos republicanos convictos da imprescindibilidade do regime para a manutenção da democracia e o alcance do progresso, tentam colar aos que defendem o regresso ao regime que durante quase oito séculos presidiu aos destinos de Portugal evoluindo e adaptando-se aos tempos, o rótulo de passadistas, retrógrados, defensores de privilégios e outros epítetos semelhantes.

São quase sempre os mesmos que neste ano do centenário da República, falam dos primeiros anos do regime imposto revolucionariamente em 1910, como de um paradigma, mesmo de um paraíso perdido, onde a onda avassaladora da liberdade, da paz social, das novas conquistas civilizacionais, se impôs pela bondade das suas ideias e realizações. Tem sido esse o tom das conferências, palestras, publicações e exposições que, um pouco por todo o país, o Estado, as autarquias e algumas escolas e universidades têm realizado, no afã de agradar às clientelas nuns casos, aos poderes públicos noutros.

A comunicação social, geralmente ignorante da História – tanto a da Monarquia como a da República – subserviente perante o Estado republicano, independente por força da lei, mas enfeudada a interesses que não confessa, faz-se eco das louvaminhas comemorativas, sem sequer as questionar nem, na esmagadora maioria dos casos, procurar quem possa fazer o contra-ponto, numa prática da sua ética profissional. Verdade seja dita que também não se tem preocupado em demasia com o centenário do regime. O que tenta – e o programa televisivo Nobre Povo, da RTPN é um claro exemplo – é descortinar dissensões e divisões entre os que defendem a Monarquia, dando tempo de antena a figuras públicas da canção lisboeta, que curiosamente conotam com o passadismo dos monárquicos, que são divisionistas pelas piores razões e dos dislates políticos fizeram carreira, às costas de alguns políticos interesseiros e desconhecedores da realidade eleitoral, tentando menorizar as ideias em favor do pretenso escândalo que estaria subjacente.

Passados quase trinta e seis anos sobre a reposição da democracia, parece ignorar-se que a maioria esmagadora dos monárquicos está com a Democracia – embora muitos, como muitos dos ditos republicanos, possam querer aprofundá-la e melhorá-la – e que a sua ligação ao passado é apenas em defesa da verdade histórica que cem anos de regime tem querido adulterar, impondo a ideia de que a Monarquia derrubada em 1910 era um regime anti-democrático, de privilégios da nobreza, de repressão, de ignorância, de esbanjamento dos dinheiros públicos, de injustiça, de insensibilidade social. E querendo impor uma visão idílica da República, como instauradora da liberdade, da equidade, da justiça, da educação, dos direitos da mulher e das minorias, esquecendo ou minimizando a repressão política, religiosa e sindical, as prisões arbitrárias, a implantação das escolas dos centros republicanos como meio de formação ideológica das crianças, as revoluções constantes, o caos financeiro, a sucessão vertiginosa de governos, a autofagia da República, a diminuição dos direitos eleitorais em geral e para as mulheres em particular, os casos de repressão dos desvios aos costumes morais.

Os monárquicos – que não têm nem podem ter um programa para a governação do País, porque não são um partido, mas se revêem em diferentes soluções ideológicas e programáticas – querem, sim, um regime novo, uma Monarquia moderna, democrática e avançada política, social e culturalmente, como as que existem na Europa e são os regimes mais desenvolvidos do espaço europeu. E querem, naturalmente, que todos os portugueses possam conhecer esse regime e escolher entre ele e o regime decadente que fará cem anos de implantação revolucionária.

Com a próxima revisão constitucional – agora requerida com carácter de urgência por um líder partidário – está de novo lançado um repto aos monárquicos, todos aqueles que militam nos partidos e aos que, fora deles, têm capacidade de fazer pressão sobre os partidos e deputados e fazer ouvir a sua voz por qualquer meio. A alteração da alínea b) do artigo 288º, que estabelece os limites materiais da revisão – obrigando à “forma republicana de governo” – será mais uma vez uma batalha a travar. Porque o que todos os verdadeiros democratas desejam é que possa ser alterada para “forma democrática de governo” e que seja deixada ao povo soberano a possibilidade de decidir.

Esta batalha é para os monárquicos fundamental e para os republicanos verdadeiramente democratas a ocasião de o afirmarem claramente sem “ses” e “mas”. Para uns e para outros seria a forma de mostrarem a sua modernidade e apego à liberdade tão apregoada e tantas vezes silenciada.

João Mattos e Silva (Presidente da Real Associação de Lisboa)
in Diário Digital
(Fonte: Blogue da Real Associação de Lisboa)

MIGUEL ESTEVES CARDOSO (*) - VENHA O ALEGRE

Venha o Alegre

Um monárquico é sempre suspeito mas é insuspeito quando se trata de eleger um Presidente da República. Apesar de nunca ter votado em eleições dessas, quis que Mário Soares ganhasse. E ele foi esplêndido. Como um rei.

Metia-se na política mais do que um rei. Mas foi bom. Hoje, é melhor ainda. Mário Soares é o mais perfeito diabinho que já tivemos. Está sempre a fazer merda, mas a merda acaba sempre por ser a solução de uma ainda pior prisão de ventre.

O PÚBLICO de anteontem contava como Manuel Alegre conta com o apoio do PS e da esquerda. Não obstante a distinção implícita entre o PS e a esquerda, sem maiúscula, Alegre quer ser eleito por todos os portugueses que não são de direita. Incluindo bastantes que são da esquerda séria e da direita tonta. Como bipolar de ambas as coisas, digo já que vou votar em Alegre. O apelido é bom, como a campanha de Eça e Ramalho. O homem é homem e poeta. Seria perfeito se fosse homossexual. Mas a parte que lhe falta para tal coisa é igualmente aceitável.

As minhas duas filhas votaram nele. Isto convence muito. Todos os monárquicos e fadistas que conheço gostam dos versos e das letras dele. O homem é irresistível.

Alegre é a prova viva que os dois mais sábios e inteligentes portugueses que conheço – o neurologista Alexandre Castro Caldas e o historiador Vasco Pulido Valente – só não escreveram letras lindas para a Amália porque a Amália e o Alain Oulman não fizeram o trabalho de casa.

Melhor do que isso não há.

Miguel Esteves Cardoso – 17-04-2010
(Fonte : Público)

(*) Membro do Conselho Monárquico da Causa Real, Miguel Esteves Cardoso nasceu em 25 de Julho de 1955, e é um crítico, escritor e destacado jornalista português.

Nascido no seio de uma família da classe média-alta lisboeta. O pai português, Joaquim Carlos Esteves Cardoso, oficial da marinha, e a mãe inglesa, Hazel Diana Smith, deram-lhe uma infância feliz e uma educação privilegiada que lhe proporcionou uma cultura invulgar em relação à maioria dos jovens da sua geração. O facto de ser bilingue desde o berço deu-lhe uma visão distanciada de Portugal e dos Portugueses. Foi um aluno brilhante e sobredotado, com um talento invulgar para a escrita.

Em 1979, na Universidade de Manchester, licencia-se em Estudos Políticos, prosseguindo na mesma universidade para o doutoramento em Filosofia Política, obtido em 1983 com uma tese sobre A Saudade, o Sebastianismo e o Integralismo Lusitano. Aí tomou contacto estreito com as bandas pós-punk e New Wave da editora Factory, tal como Joy Division, New Order, Durutti Column (de Vini Reilly; o álbum "Amigos em Portugal" contém o tema "Sara e Tristana", dedicado às duas filhas gémeas de Esteves Cardoso, nascidas em 1981) ou The Fall. Em 1982, no regresso a Portugal, entra para o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa como investigador auxiliar na área de cultura política. Foi ainda professor auxiliar de sociologia política no ISCTE, um dos fundadores do Gabinete de Filosofia do Conhecimento, "Visiting Fellow" de St Antony's College em Oxford e fez um pós-doutoramento em filosofia política sob a orientação de Derek Parfit (All Souls) e de Joseph Raz (Balliol).

A sua carreira académica só será interrompida em 1988, quando é lançado O Independente.

As brilhantes crónicas do "MEC" (como era conhecido pelos fãs) sobre música pop publicadas nos jornais "Se7e", "O Jornal" ou "Música & Som" eram avidamente lidas pelos jovens portugueses, em complemento à transmissão dessa música em programas como "Rock em Stock", de Luís Filipe Barros, ou "Rotação", "Rolls Rock" e "Som da Frente" de António Sérgio, na Rádio Renascença e na Rádio Comercial. Nos anos 80, funda, com Pedro Ayres Magalhães, Ricardo Camacho e Francisco Sande e Castro, a Fundação Atlântica, a primeira editora portuguesa independente, produzindo discos de nomes como Sétima Legião, Xutos e Pontapés, Delfins, Paulo Pedro Gonçalves, Anamar e o supra-citado "Amigos em Portugal" dos Durutti Column. Daria também contributo directo à música pop portuguesa como letrista -- "Alhur" de Né Ladeiras e Foram Cardos Foram Prosas (com música de Ricardo Camacho, interpretada por Manuela Moura Guedes) Foi autor e co-autor de diversos programas de rádio como "Trópico de Dança", "Aqui Rádio Silêncio", "W", "Dançatlântico" e "A Escola do Paraíso", todos transmitidos pela Rádio Comercial.

Nessa época, escreveu também sobre livros e cinema no "JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias". Começou igualmente a ser presença muito solicitada na rádio e na televisão, em parte devido à sua aparência invulgar e desajeitada de jovem betinho intelectual tímido-ingénuo-perverso e às suas intervenções imprevisíveis e desconcertantes, cheias de ironia e de irreverência. Estabeleceu polémicas com alguns intelectuais e escritores do sistema estabelecido como Fernando Namora ou Eduardo Prado Coelho.

A convite de Vicente Jorge Silva, tornou-se colaborador do Expresso, o mais lido e prestigiado semanário português, onde as suas lúcidas crónicas de teor satírico, "A Causa das Coisas" e "Os Meus Problemas", obtiveram imenso sucesso e aplauso do público.

Monárquico e antieuropeísta convicto, em 1987 candidatou-se a deputado independente pelo PPM ao Parlamento Europeu, mas não foi eleito, apesar da sua popularidade entre a juventude da classe média. Simultaneamente, incentivado pela actriz Graça Lobo a integrar-se na Companhia de Teatro de Lisboa, dedicou-se à dramaturgia ("Carne Cor-de-Rosa Encarnada", encenada por Carlos Quevedo e "Os Homens", encenado por Graça Lobo). Traduziu também várias peças de Samuel Beckett, montadas pela mesma companhia. Colaborou ainda com Herman José no programa "Humor de Perdição".

Em 1988, juntamente com Paulo Portas fundou o semanário O Independente, uma lufada de ar fresco que revolucionou o jornalismo português. Foi um contraponto conservador e elitista (mas simultaneamente libertário e culto) à imprensa esquerdista que prevalecia na época. Teve como colaboradores gente como Vasco Pulido Valente, António Barreto, João Bénard da Costa, Maria Filomena Mónica, Agustina Bessa Luís, João Miguel Fernandes Jorge, Joaquim Manuel Magalhães, M.S, Lourenço, Maria Afonso Sancho, Leonardo Ferraz de Carvalho, Pedro Ayres Magalhães, Rui Vieira Nery e Edgar Pêra. Atribuiu uma enorme importância à fotografia, contando com o trabalho de fotógrafos importantes como Inês Gonçalves, Daniel Blaufuks e Augusto Alves da Silva. Enquanto Portas e Helena Sanches Osório faziam estremecer os alicerces do governo cavaquista, com a denúncia semanal e impiedosa de escândalos políticos, Esteves Cardoso no destacável "Vida" ocupava-se da parte cultural, onde continuava a escrever crónicas e textos de superior qualidade. Fazendo dupla com Paulo Portas entrevistou algumas das figuras mais marcantes da política e cultura portuguesa.

Uma dessas figuras foi o Prof. Agostinho da Silva na série de programas televisivos "Conversas Vadias" em que o filósofo português era confrontado com as perguntas de diversas individualidades. MEC foi um desses entrevistadores, e aquele que mais desrespeitou e afrontou o grande pensador e vulto maior da cultura lusófona.

Em 1991, conforme combinado antes da fundação do jornal, deixa a direcção d' "O Independente" a Paulo Portas para criar a revista mensal K, financiada pela Valentim de Carvalho, pela SOCI, a empresa proprietária de "O Independente" e, mais tarde, por Carlos Barbosa. Apesar da excelente qualidade gráfica e colaborativa, durou apenas dois anos, vitima da sua irresponsabilidade comercial. No entanto, a dedicação à literatura vai-se intensificando, até que acaba por afastá-lo do jornalismo activo. O seu primeiro romance (O Amor É Fodido) foi um "best-seller", em parte devido ao título escandaloso.

Em 1995, com o final do cavaquismo e a saída de Paulo Portas, que trocou a direcção do jornal pela política activa no CDS, O Independente iniciou o seu lento declínio, não obstante o regresso de Esteves Cardoso à direcção em 2000, de onde saírá no ano seguinte, quando o semanário é comprado e dirigido por Inês Serra Lopes. Apesar de grandes esforços, a jornalista também não consegue impedir a morte de "O Independente" em Setembro de 2006. Ao longo dos anos 90, MEC colaborou em vários talk-shows, o mais famoso dos quais foi A Noite da Má-Lingua, na SIC, onde semanalmente, sob a moderação de Júlia Pinheiro e na companhia de Manuel Serrão, Rui Zink, Rita Blanco, Alberto Pimenta, Luís Coimbra, Constança Cunha e Sá e Graça Lobo, eram satirizadas figuras e situações da vida pública portuguesa e internacional.

No final dos anos 90, misteriosamente e por motivos que nunca revelou, abandonou por completo os ecrãs televisivos, tornando-se mediaticamente invisível. Publicou mais dois romances, A Vida Inteira e O Cemitério de Raparigas e continuou a escrever crónicas em jornais, primeiro no O Independente, mais tarde no Diário de Notícias e hoje em dia no Público.

Em 1999, criou um blog chamado "Pastilhas" que abandona em 2002. A partir de Janeiro de 2006 retoma a sua colaboração no Expresso.

Bibliografia

  • Escrítica Pop (1982)
  • A Causa das Coisas (1986)
  • Os Meus Problemas (1988)
  • As Minhas Aventuras na República Portuguesa (1990)
  • Último Volume (1991)
  • O Amor é Fodido (1994)
  • A Vida Inteira (1995)
  • Cemitério de Raparigas (1996)
  • Explicações de Português (2001)
  • Lorelei
  • O Musical
(Fonte : Wikipedia)

sábado, 17 de abril de 2010

SÁBIAS PALAVRAS






















(Fonte: Blogue "Família Real Portuguesa")

ENTREVISTA A S.A.R., DOM DUARTE AO PROGRAMA "NOBRE POVO" DA RTP2 - 27-04-2010

Parte 1 e 2 - resumo em duas partes da reportagem sobre os monárquicos em Portugal, programa Nobre Povo da RTP.
Parte do programa foi gravado por ocasião da comemoração do aniversário de S.A.R.,
O Príncipe da Beira, Dom Afonso de Santa Maria de Bragança




AGORA É A HORA!!

Dom Duarte de Bragança já referiu várias vezes que o 25 de Abril de 1974 é a prova em como o 5 de Outubro de 1910 foi um fracasso.

Posso depreender que está na altura de haver o reverso do 5 de Outubro para ser reposta a verdade.

A república está cheia de traças, baratas, cobras, enguias, dinossauros, hienas, vampiros, sanguessugas, chupistas, mentirosos, hipócritas, oportunistas, corruptos e outros parecidos.

É urgente a mudança de regime.

Está na hora de ser restaurada a Monarquia.

Os Monárquicos, agora mais do que nunca, e porque agora é a hora, têm de se mostrar unidos, deixar as diversas facções e centrarem-se num único objectivo: devolver Portugal aos Portugueses, restaurando a Monarquia.

Uma das armas que está ao alcance de todos nós é a abstenção nas eleições para o Presidente da República. E até nem é difícil, é só não ir votar.

Se queremos uma Monarquia onde é que está a lógica de votarmos para um Presidente da República?

Agora é a nossa hora !!!!!

Vamo-nos abster nas eleições presidenciais. Será uma demonstração de força e de união.

Temos de mostrar ao resto do mundo que sabemos o que queremos!

Não queremos de certeza continuar com este estado de coisas a que a república nos deixou chegar.

Agora é a nossa hora !!! Não á república. Sim á Monarquia.

Viva Portugal !

Viva a Monarquia!

Ana Vinagre
(Fonte: Blogue "Movimento Mulheres Monárquicas")

REPERCUSSÕES DA TERTÚLIA DA FIGUEIRA DA FOZ (ACTUALIZAÇÃO)

D. DUARTE CRITICA DESPESA DE 10 MILHÕES COM FESTAS DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA

O pretendente ao trono português, D. Duarte Pio de Bragança, classifica de "propaganda republicana primária" as comemorações do Centenário da República, contestando o custo de 10 milhões de euros das iniciativas programadas para celebração da efeméride.

"Não percebo como é que o País inteiro aceita impávido e sereno que 10 milhões de euros sejam gastos sem concursos, de uma maneira puramente arbitrária, não se sabe bem em quê. É um absurdo espantoso, não faz sentido", disse D. Duarte, quinta-feira à noite, durante uma tertúlia no casino da Figueira da Foz.

Preconizou que dos dez milhões de euros, um milhão fosse gasto na "reposição dos factos e da verdade histórica", sobre o período final da monarquia e o início da República.

Os restantes nove milhões, defendeu, devem ser utilizados para "acções sociais úteis" e não "desperdiçados em propaganda política inútil", acusou.

"O Instituto Camões para toda a sua acção no estrangeiro de promoção da língua portuguesa não tem dez milhões de euros", ilustrou D. Duarte Pio, intervindo na tertúlia "125 minutos com... Fátima Campos Ferreira".

Aludiu, depois, a recentes sondagens, "feitas com uma intenção republicana" que dizem existir em Portugal 70% de republicanos "o que quer dizer que 30% são monárquicos", aferiu.

"Não faz sentido ofender 30% dos portugueses com uma propaganda republicana primária, paga pelo Orçamento do Estado, sem dar direito de resposta a quem não pensa como eles. Isto não é espírito democrático", alvitrou.

"Fartaram-se de matar gente"

Frisou, por outro lado, que aqueles que possuem a "difícil tarefa" de defender o movimento que levou à Implantação da República a 5 de Outubro de 1910 "limitam-se a falar das boas intenções e excelentes princípios dos revolucionários, mas raramente se referem aos factos".

"A grande dificuldade em defender a monarquia em Portugal é que os republicanos raramente têm argumentos. Geralmente baseiam a defesa do sistema republicano em preconceitos", disse D. Duarte Pio.

Segundo D. Duarte, os republicanos classificam a monarquia de "antiquada, ridícula, pouco democrática e fora de época".

"Não usam argumentos e é difícil discutir com preconceitos, em vez de argumentos", sustentou.

No inicio da tertúlia, referindo-se aos revolucionários da Carbonária - dados como autores do Regicídio do Rei D. Carlos, em 1908 - afirmou que "se fartaram de matar gente antes e depois da revolução".

"Faziam-no por um ideal, estavam a dar a vida pelo seu ideal. Agora, se aceitarmos uma homenagem a esse género de pessoas, temos de também reconhecer a Al-Qaeda, a ETA ou o IRA, todos eles combatem por um ideal", argumentou.

"Mas não concordamos, achamos que é uma forma errada e condenável de lutar pelos seus objetivos políticos. Portanto, não faz muito sentido fazerem-se grandes homenagens a uma revolução que derrubou um regime democrático legal para o substituir por um regime que durante os primeiros 16 anos funcionou muito mal", referiu.

Lusa
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)



DOM DUARTE DEFENDE "REVOLUÇÃO NACIONAL CULTURAL" CONTRA "ABSURDOS" PROGRAMA ESCOLARES

Figueira da Foz, Coimbra, 16 abr (Lusa) -- O pretendente ao trono português, Dom Duarte Pio de Bragança, defende uma "verdadeira revolução nacional cultural" contra os "absurdos" programas escolares, classificando de "mentira" a História de Portugal que se ensina nas escolas.

"Tenho muitas vezes de explicar [ao filho Afonso] que o que ensinam no programa oficial [de História de Portugal], a maior parte é mentira", disse D. Duarte, quinta-feira à noite, durante uma tertúlia no Casino da Figueira da Foz.

Respondendo a uma pergunta da jornalista Fátima Campos Ferreira, anfitriã da tertúlia "125 minutos com...", sobre o acompanhamento do percurso escolar do filho, D. Duarte acrescentou que História de Portugal retratada nos manuais escolares "é propaganda política.



PRESIDÊNCIA CUSTA 5 VEZES MAIS QUE A CASA REAL ESPANHOLA

A Presidência da República portuguesa custa cinco vezes do que a Casa Real espanhola, em valores absolutos e 18 vezes mais por habitante, disse quinta feira à noite, na Figueira da Foz, Dom Duarte Pio de Bragança.

Aludindo a diferenças entre os custos dos sistemas monárquico e republicano, o pretendente ao trono nacional frisou que o Presidente da República português, anualmente, "custa cerca de 2,9 euros por habitante" enquanto os encargos por habitante do Rei de Espanha representam "uns cêntimos por ano" aos cidadãos espanhóis.

"Em valores absolutos é cinco para um, por habitante é 18 vezes mais. O palácio de Belém sai muito mais caro do que o palácio real espanhol", disse Dom Duarte.

Acrescentou que a monarquia inglesa, a mais cara do Mundo, é "a única" que é mais cara do que a República Portuguesa.

"Mas [os ingleses] são reis de uma dúzia de países, entre os quais o Canadá, Austrália e Nova Zelândia", argumentou.

Outra diferença entre o sistema monárquico e republicano espelha-se, segundo Dom Duarte Pio, nas visitas de Estado.

"O Rei de Espanha, quando viaja, ou vai num aviãozinho militar pequenino ou vai num avião de carreira. Nunca ninguém viu o Rei de Espanha requisitar um avião inteiro de uma companhia aérea para fazer uma viagem de visita oficial", sustentou.

Diário de Notícias - 16-04-2010
Publicada por Maria Menezes
(Fonte: Blogue Família Real Portuguesa)


Monarquia: Jóias da Coroa portuguesa estão "escondidas" num cofre "sem segurança" 

Figueira da Foz, Coimbra, 16 abr (Lusa) -- As jóias da Coroa portuguesa estão "escondidas" num cofre, à guarda do Estado, mas "muito mal guardadas" e "sem segurança", alertou quinta feira à noite, na Figueira da Foz, D. Duarte Pio de Bragança.

"Não faz sentido nenhum que as jóias da Coroa, fantásticas, lindíssimas, estejam escondidas num cofre, ainda por cima mal guardadas", disse o pretendente ao trono português, durante uma tertúlia no Casino da Figueira da Foz.

D. Duarte Pio não identificou as jóias e recusou especificar o local onde estão guardadas.



A presença de Dom Duarte na Figueira da Foz suscitou questões, há muito silenciadas, tanto por republicanos como por monárquicos ou académicos, monárquicos ou não.


O Professor Aníbal de Castro, a quem, unanimemente, todos chamam Mestre, levantou o véu sobre a carbonária e a maçonaria, o seu papel no regicídio e na manipulação das suas consequências. Na realidade, nunca ninguém falou no pós-regicídio - como se a democracia se tivesse instalado milagrosamente a seguir ao drama vivido no Terreiro do Paço ou depois do exílio e morte de Dom Manuel II.

Também foi focada, por vários intervenientes na Tertúlia de Fátima Campos Ferreira, no Casino da Figueira, a questão da expoliação dos bens da Casa de Bragança, na época da extinção dos morgadios. Os bens da Casa de Bragança não são os bens da Monarquia, mas de uma dinastia.

Aliás, ficou evidente que a República pouco cuida dos bens, como as Joias da Coroa, à sua guarda. Estou tão abandonadas num cofre sem segurança algures na Europa, que é melhor nem especificar muito para não atrair ladrões de casaca ou doutra estirpe.

Uma crítica foi sublinhada: os gastos exorbitantes com o centenário da república: foram atribuidos 10 milhões para as celebrações, sem concurso público, sem nada. "A Fundação Camões não tem esse orçamento, por exemplo", queixou-se Sua Alteza Real.

Sem querer explicar-se muito sobre a própria curiosidade cibernáutica ("por se dizerem tantos disparates nos sites e redes sociais") mostrou que está up to date em relação aos sites do Instituto da Democracia ou de sites de várias Causas Reais. Salientou que a desunião tem sido um dos aspectos que mais afecta a construção de uma possível campanha pela monarquia, na expectativa de alteração constitucional. Os comentários desempoeirados, honestos, de uma simplicidade espantosa, suscitaram várias vagas de riso abafado no salão nobre do Casino. Risos de admiração por tal valentia na apresentação de argumentos.

E pelo humor:

- "Estamos aqui para descomemorar a república"

Hoje, pode ler-se no Diário Digital e na Lusa, que o pretendente ao trono português, D. Duarte Pio de Bragança, defende uma verdadeira revolução nacional cultural contra os absurdos programas escolares, classificando de mentira» a História de Portugal que se ensina nas escolas.

"Tenho muitas vezes de explicar [ao filho Afonso] que o que ensinam no programa oficial de História de Portugal, a maior parte é mentira", disse D. Duarte, ontem, quinta-feira, durante uma tertúlia no Casino da Figueira.

Respondendo a uma pergunta da jornalista Fátima Campos Ferreira, anfitriã da tertúlia "125 minutos com...", sobre o acompanhamento do percurso escolar do filho, D. Duarte acrescentou que História de Portugal retratada nos manuais escolares "é propaganda política".

“Tem muito pouco de objetividade. Hoje em dia quase não há mais História de Portugal no ensino oficial (…) em geral o que é negativo é que é salientado, o que havia de muito bom na nossa História é considerado politicamente incorreto, não vá despertar sentimentos nostálgicos”, argumentou.


E continuou: “Os programas escolares de História são francamente anti-portugueses, em geral”.

“Há o objetivo de provar que Portugal não tem razão de ser, não é viável como País. Estão a preparar tudo para entregar [Portugal] a Espanha”.

Para além de “absurdos”, classificou os currículos escolares de perniciosos para a Pátria, dando ainda o exemplo dos programas da disciplina de Português que fazem com que os alunos não aprendam a escrever “e, sobretudo, não aprendam a pensar”.
(Fonte: Blogue "Rotativas")