terça-feira, 6 de abril de 2010

SERIA TÃO LINDO VALENÇA DO MINHO DE AZUL E BRANCO (ACTUALIZAÇÃO)

Aproveitando a inépcia do poder central lisboeta, eis uma vez mais, a subreptícia manipulação das autoridades das Autonomias espanholas, agora muito interessadas na completa desarticulação do Estado português. Não se sabe bem como, parece que alguns membros da Comissão de Utentes do SAP de Valença, andam a industriar os munícipes, no sentido de hastearem a bandeira espanhola nas suas casas. Se tiverem um pouco mais de paciência, ponderarão no assunto e poderão manifestar um sinal bem mais firme ao governo de Lisboa. Que façam apear a bandeira de todos os desastres e substituam-na pela Bandeira Nacional de Portugal, a azul e branca. Em Lisboa o efeito será devastador, especialmente se começarem por fazê-lo na Câmara Municipal de Valença.

A persistirem na patetice espanhola, o descrédito será total e sinónimo de fracasso da luta. Pensem melhor e ajam em conformidade! Azul e branco nos mastros e já!

Publicado por Nuno Castelo-Branco
(Fonte: Blogue "Estado Sentido")

"A situação que se está a passar em Valença do Minho é preocupante, sobretudo agora, com o infeliz hastear das Bandeiras Espanholas. Deviam ter sido distribuídas Bandeiras Monárquicas. O que é que andou a fazer a Real Associação de Viana do Castelo? Anda-se a perder oportunidades incríveis de afirmação da Monarquia como única esperança para Portugal. Está visto, que a República não tem autoridade em todo o território nacional e que com um simples abanão cairá por terra. É nestas ocasiões também que os Monárquicos têm que agir".

David Garcia no Facebook

Membro da Direcção do Núcleo Concelhio de Sintra da Real Associação de Lisboa
Membro do Conselho Monárquico da Causa Real
Presidente da Direcção do PDR/Projecto Democracia Real

VALENÇA OU A BURRICE CONTENTE

Numa atitude pouco pensada e nada inteligente, a comissão de utentes do SAP de Valença, decidiu-se pelo hastear da taurina bandeira do país vizinho. Além de não terem concitado a mínima simpatia ou compreensão por parte dos seus concidadãos, os apressados activistas acabaram por fazer exactamente o que os responsáveis políticos de Lisboa pretendem: estes últimos conseguiram alijar um problema que tinham em ombros e melhor ainda, os gastos com a assistência à população, passam directamente para a responsabilidade do erário vizinho. Pelo menos, durante algum tempo. Neste processo de ..."aproximação à Espanha, Espanha e Espanha", onde surgem Mários Linos, Pinas Mouras, sector bancário e da informação e um ou outro tinte avermelhado como o Sr. Saramago, os utentes do SAP participam gulosamente no festim que não durará muito. Decorridos alguns meses de visitas de urgência a Tui - muitas vezes e como é hábito, "por dá cá aquela palha" - e passada a euforia do sucesso mediático além-fronteira, sempre queremos ver até quando as autoridades estrangeiras permitirão o abuso ? Podemos imaginar o que daqui a algum tempo se dirá dos portugueses, enraizando o preconceito que é velho de séculos e ainda tão visível no péssimo ou desigual tratamento ministrado a tantos dos nossos que por lá trabalham ou querem investir.

Os habitantes de Valença reagiram intempestivamente e acabaram por fazer um tremendo favor ao Ministério da Saúde que fica assim livre do problema. Mais ainda, a população da cidade não atacou minimamente o poder político instalado em Lisboa e que noutros casos de outras bandeiras, é bastante lesto em sentir-se ofendido e agravado.

Foi hasteada a bandeira estrangeira na fortaleza de Valença. Um edifício público que para mais, é um símbolo da soberania. Sempre queremos ver até onde chegará a presteza policial em retirar o enxovalho colectivo que ondeia nas nossas muralhas. Qual é a reacção das Forças Armadas Portuguesas?

A gente de Valença não foi inteligente e hoje, tenho vergonha de tal cidade ser a terra do meu avô.

publicado por Nuno Castelo-Branco
(Fonte: Blogue "Estado Sentido")

BANDEIRA ESPANHOLA HASTEADA EM VALENÇA

Até que ponto pode chegar o “controlo” de um povo, sinal disso é o hastear de centenas de bandeiras espanholas em Valença. Não é preciso ser muito inteligente para se saber quanto custa uma bandeira, mas o que realmente gostava de saber é de onde veio o dinheiro para centenas de bandeiras. Ora estes é que são os verdadeiros portugueses da republica portuguesa, todos já sentíamos um défice dos valores patrióticos agora temos a prova, gostaria de saber se vão apoiar a Selecção das Quinas com a bandeira espanhola no Mundial de África do Sul de 2010 !

Haja vergonha na cara, as restantes centenas de povoações do país não beneficiaram séculos do contrabando e tráfego de bens. As centenas de povoações que perderam também o SAP não têm as vias de acesso e nem as mesmas condições. Há formas de fazer protestos, as outras localidades ao menos tiveram respeito por 900 anos de história. Podiam ter hasteado em vez da bandeira espanhola a Bandeira Azul e Branca da Monarquia que foi a Bandeira Nacional antes de 1910, mantinham o protesto mas ao menos a bandeira era Portuguesa !

Todos sabemos que isto é uma questão de dinheiro e de interesses, pena é que se tenha tornado uma questão de HONRA!

A GNR que faça o seu serviço e que a pena seja aplicada para quem colocar a bandeira em algum edifício público : Prisão !

(Fonte: Blogue "Causa Monárquica")

OS MONÁRQUICOS E O PPM

A demissão do inenarrável Nuno da Câmara Pereira ao fim de mais de dez anos de porfiado esforço para a desmobilização e falência do PPM não deixa de ser uma boa notícia para os monárquicos. No entanto, apesar de nutrir um profundo respeito pelos fundadores desse partido, personalidades de craveira impar como Gonçalo Ribeiro Teles, Francisco Rolão Preto, João Camossa e Henrique Barrilaro Ruas, o equívoco da existência dum partido monárquico, hoje mais do que nunca constitui uma ameaça à credibilidade da Causa, promovendo a confusão nas pessoas mais desinformadas a respeito do cariz supra-partidário da instituição que advoga e da real representatividade dos monárquicos no País, que afinal se encontram dispersos na militância e pelo voto por todo espectro partidário. Deverá ser portanto com profunda apreensão que os milhares de monárquicos organizados nas Reais Associações à volta da Causa Real aguardam notícias sobre o destino do Partido Popular Monárquico, que apesar de tudo encerra uma “marca” com história e algum prestígio. Enquanto o partido existir, essa constituirá sempre uma perigosa tentação à mercê duns quaisquer oportunistas, sem escrúpulos nem o mínimo de idoneidade ou craveira, intelectual ou moral.

Publicado por João Távora
(Fonte: Real Associação de Lisboa)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

S.A.R. DOM DUARTE DE BRAGANÇA ESCREVE A MARCELO CAETANO (3-Set-1973)


«Meu caro Prof. Doutor Marcello Caetano:

Antes da ida de Vossa Excelência a Londres, eu pedira ao Dr. Pedro Feytor Pinto o favor de lhe perguntar a vossa opinião sobre a oportunidade de ser apresentada em Angola uma segunda lista de candidatos nas próximas eleições para deputados à Assembleia Nacional.

O Dr. Feytor Pinto, ao regressar de Londres disse-me que o assunto deveria ser tratado em Luanda e por isso para lá me dirigi, depois de ter pedido aos meus amigos Coronel Herculano de Carvalho e Dr. Joaquim Santos Silva que estudassem, com o necessário sigilo, a viabilidade prática de tal projecto.

Quando cheguei a Luanda (...) fomos explicar o projecto e ouvir a opinião do Dr. Alcarva, Director-Geral de Segurança em Angola. (...) francamente positiva, como aliás tinham sido as opiniões (...) de numerosas personalidades (...) Embaixadores, Governadores de Distrito (...) presidente provincial da ANP.

Em seguida pedimos audiência ao Senhor Secretário-Geral do Governo de Angola, sem que tal se viesse a efectivar (...).

(...) quando regressei a Angola (...) a DGS informou-me de que por motivos de segurança, eu tinha de embarcar para Lisboa, nessa mesma noite.

As poucas vezes que o Governo tem expulso um cidadão nacional de uma das provincias, têm sido justificadas por actos que põem gravemente em perigo a segurança nacional.

Não posso aceitar de maneira alguma uma situação como esta que põe em jogo a minha honra e a de toda a minha família.

A acusação implicita neste facto é tanto mais injusta quanto o meu irmão Miguel, o meu primo Francisco e eu arriscámos a nossa vida em zonas operacionais, na defesa da unidade nacional. Muitas outras vezes me desloquei a Angola e a outros territórios ultramarinos com o objectivo de estudar mais de perto as suas peculiaridades e interesses, pondo de parte comodidades e riscos conscientemente aceites, como qualquer outro cidadão que ama e serve a sua Pátria.

E no que se refere aos vários grupos de monárquicos, mais ou menos irrequietos, jamais poderão constituir ameaça à segurança nacional (...).

(...) quanto menos compreensiva for a Admimistração Pública para com esses grupos, mais agressivos eles se tornarão, ao sentirem-se privados da justiça e do uso legítimo da liberdade. Não será difícil compreender que a Lista B seria constituida por portugueses de palavra que nunca dificultariam a acção do Governo em ordem ao progresso e bem-estar das populações.

Aliás, da vitória em Angola de deputados da oposição adviriam vantagens de ordem internacional (...).

Espero que Vossa Excelência compreenda o meu sentimento de desgosto e de repúdio perante a hipótese de me ser atribuído qualquer acto que pudesse ser considerado perigoso para os interesses nacionais e aguardo as providências (...) no sentido de (...) me ser garantido o pleno exercício dos direitos que a Constituição me assegura como cidadão português, nomeadamente o direito de circular livremente em todo o território nacional.

(...)

Dom Duarte Pio João

Princípe da Beira»

in «Cartas Particulares a Marcello Caetano» (prefácio e organização de José Freire Antunes), 1º vol., Publicações D. Quixote, pag. 238

Publicada por João Afonso Machado
(Fonte: Blogue "Centenário da República")

QUANDO SE CONFUNDE A ÁRVORE COM A FLORESTA...

Muitas das notícias que nos chegam, no seu afã de propaganda ideológica encapotada, contêm o erro fundamental de confundir a árvore com a floresta… sobretudo quando o objectivo é denegrir. Ou seja, a partir de um caso isolado, de preferência de contornos escabrosos, generaliza-se de forma a induzir o leitor a pensar que todo o conjunto é da mesma natureza. Tal generalização obviamente tem conotações ideológicas e obedece a uma agenda política que visa desconstruir a Sociedade Tradicional e todas as suas instituições seculares para impor uma Nova Ordem Mundial à feição dos sinistros interesses da Oligarquia Internacional, a mesma que manobra os mercados financeiros e através destes, controla em grande parte a Economia Planetária. Referimo-nos aos casos de Pedofilia no seu seio da Igreja Católica recentemente mediatizados pelas Agências Internacionais de Notícias.

De facto as recentes notícias de Pedofilia, que envolve sacerdotes católicos, têm contornos de uma campanha de ataque à hierarquia Católica, muito para além da objectividade informativa que a deontologia jornalística impõe, independentemente da sua gravidade moral. Tais notícias suscitam desconfiança sobre a sua “bondade” até entre os não católicos como nós. Embora discordando da doutrina da Igreja, em alguns aspectos, reconhecemos no entanto a importância capital do seu papel na nossa História, na defesa dos valores éticos que enformam a nossa cultura judaico-cristã e a sua acção social meritória em prol daqueles que têm sido vítimas da usura e da ganância da Oligarquia Internacional, que é afinal a mais interessada em destruir o Catolicismo e a Religião em geral, já que constituem um obstáculo sério à consecução do seu objectivo final, que é o de reduzir a Humanidade à condição de escravos robotizados.

Ressalvamos, antes que nos confundam estar a defender a Pedofilia, que ao fazermos a defesa da Igreja Católica não estamos a justificar a acção ignominiosa de homens que esqueceram de todo a sua mais elementar obrigação de sacerdotes, o respeito pelo próximo, sobretudo o mais fraco, como é a criança órfã, carente do afecto de uma verdadeira família.

Um dos aspectos que nos leva a desconfiar da “boa vontade” destas notícias é o facto de focalizarem em exclusivo os casos de Pedofilia de clérigos católicos, quando se sabe que este vício é transversal à sociedade. Encontramo-lo em todos estratos sociais e até nas famílias. O pedófilo é em princípio muito próximo da vítima e da sua confiança, ou seja, não é um estranho… podendo ser até um pai, um tio, etc. Quando se argumenta que os padres devido ao celibato a que estão obrigados são mais propensos à pederastia, como insistentemente se procura justificar a tentação dos abusos sexuais, esquece-se que o pederasta nem sempre é solteiro e muitas vezes é tido como “bom” chefe de família, portanto uma pessoa aparentemente normal.

Outro detalhe que indicia que está em marcha uma campanha de desmoralização da Igreja, é o facto das notícias sobre a Pedofilia no seu seio surgirem como cogumelos que nascem a cada manhã, confundindo-se o número das vítimas com o dos pedófilos, parecendo que estes são tantos como um exame de abelhas… Quase a totalidade da hierarquia católica… Evidentemente que isto não desculpabiliza os autores dos abusos sexuais. Na verdade as vítimas são muitas, porém os abusadores denunciados não passam de uma diminuta minoria. Do mal, melhor… Até se tivermos em linha de conta a estatística nos USA, o número de vítimas nas instituições católicas comparada com as restantes, nomeadamente no ambiente escolar civil, é muito superior, uma proporção de 157 para 1, num espaço de tempo de 52 anos, de 1950 a 2002. É obra, não? Tal desproporção mostra por outro lado, no caso norte-americano, como a Pederastia é um fenómeno social extensivo, ou seja, não se restringe a um sector específico da sociedade.

O caso da Casa Pia de Lisboa é também ilustrativo quanto à tipificação do pedófilo. Este orfanato do Estado Português, fundado nos finais do Século XVIII, pelo Intendente da Polícia Pina Manique, homem da confiança do Marquês de Pombal, com um processo de Pedofilia a decorrer, reúne mais arguidos suspeitos de abusos sexuais a menores que todos os casos mencionados recentemente na “mídia” para denegrir a imagem da Igreja. Estão indiciados pelo Ministério Público dez arguidos, incluindo uma cúmplice. Contudo há quem diga que a “farra sexual” naquele instituto envolve muito mais gente e bem graúda, uma vez que remonta há década de 80 do século passado e muitas das vítimas, hoje adultos, não estão dispostos a passar pelo tormento dos inquéritos policiais e menos ainda pela vergonha pública a que têm sido sujeitos os “putos casa pianos” directamente envolvidos no processo. Há a ressaltar, em abono da verdade, que nem todas as acusações serão genuínas. Há quem se aproveite para extorquir dinheiro. Daí talvez a dificuldade de se apurar até onde vai a verdade e começa a mentira… quer de um lado, quer do outro. Acresce referir que problemas de sexualidade, como a sodomia e outros, sempre ocorreram em colégios internos, inclusive entre os internos, embora sejam severamente reprimidos, deixando marcas indeléveis para o resto da vida.

A fúria anticlerical do lobby laicista vai ao ponto de ressuscitar velhos casos como o do padre Lawrence Murphy, que remonta a 1975, para atacar insidiosamente o actual Papa e por essa via, a própria Igreja. A 25 de Março do corrente ano, o conceituado New York Times publicou uma matéria em que pretensamente acusa Bento XVI de encobrir o pároco de Milwaukee quando em 1995 o Papa ainda era Cardeal e responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé. È preciso ter muito ódio ao Catolicismo para 35 anos depois levantar tal questão… A denúncia é tanto mais insidiosa quando ignora de todo que aquele organismo tem como função específica vigiar os desvios doutrinários, heresias, pelo que nada tem com o Direito Canónico, que julga casos de indisciplina, como o são os actos que violam a castidade a que os clérigos estão obrigados. Ignora que o referido padre foi na oportunidade ilibado pelo Direito Civil, que não apurou provas da prática de Pedofilia sobre rapazes surdos que tutelava. Como ignora que a hierarquia católica manteve-o sob vigilância e o fez, não tanto pela suspeição de abusos sexuais em menores, mas por desvios doutrinários. Foi essa e só por essa razão que o então Cardeal Ratzinger, em 1995, o sancionou, tendo então limitado as suas funções pastorais. Quatro meses depois Murphy faleceu. Não cremos que aquele diário nova-iorquino desconhecesse em absoluto estes factos. Daqui se conclui que existe má fé e em marcha uma campanha difamatória articulada mundialmente contra a hierarquia católica.

E compreende-se. O actual Sumo Pontífice, coerente com os princípios da Igreja Católica, tem desenvolvido uma tenaz resistência contra as propostas contra-natura e fracturantes, veiculadas por organizações laicas apostadas em impor uma visão sexista e hedonista da Sociedade, reduzindo o homem à sua condição animal para negar a sua dimensão espiritual. Tais organizações não surgiram obviamente por “geração espontânea”, nem vivem do ar… Foram criadas e são apoiadas à sorrelfa por Fundações ditas filantrópicas como a da família Rockfeller. Os interesses financeiros das mesmas estão ligados a um vasto leque de sectores económicos, que vão desde a banca, o petróleo, a indústria farmacêutica, a indústria militar, etc, aos meios áudio visuais, incluindo a “mídia”, a qual evidentemente cumpre uma agenda ditada pela Elite Global à qual pertencem.

Ademais, quem postula que a Humanidade tem que ser reduzida a 1/3 da população actual e contribui para a miséria de milhões de seres humanos não pode ver com bons olhos a acção caritativa da Igreja, precisamente nas áreas onde a pobreza é mais sentida, coincidindo por vezes com subsolos ricos explorados por essa mesma Elite Global.

Há portanto uma intenção neste tipo de notícias, que vai muito além do desejo de informar… Se assim fosse não omitiam o mesmo fenómeno noutras instituições análogas. Mais, numa apreciação equilibrada da responsabilidade da Igreja na Pedofilia, deveriam referir os processos civis e canónicos que têm sido levantados aos clérigos acusados de abuso sexual a menores, seu desfecho, e não apenas publicitar denúncias, que podem não ser genuínas, como se tem conhecimento em processos deste género.

Artur Rosa Teixeira

Ponta Delgada, 28 de Março de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

AINDA SOBRE A LINDA BANDEIRA NO PARQUE EDUARDO VII


DA ALEMANHA, EM ALEMÃO, VIA RADICAL ROYALIST

Eine 6 x 4 Meter große blau-weiße monarchistische Flagge wurde letzten Freitag, den 26. März, an der höchsten Stelle des Parque Eduardo VII, mitten in Lissabon, im Morgengrauen, auf den Fahnenmast hochgezogen, an dem normalerweise die grün-rote Nationalflagge Portugals hängt.

Zu der Tat bekannte sich eine Gruppe, die sich „Carbonara – Movimento Monárquico para as Massas“ (dt.: Carbonara – Monarchistische Bewegung für die Massen) nennt, und die angibt, diese Tat begangen zu haben, um den Geburtstag des portugiesischen Thronfolgers, den 14jährigen Infanten Dom Afonso de Santa Maria de Herédia e Bragança, zu feiern.

Die Flagge wurde auf Halbmast gesetzt um, so eine anonyme Quelle, auf die „aktuelle katastrophale Lage der portugiesisch-republikanischen Nation“ hinzuweisen.

Sie wehte im Parque Eduardo VII, unweit des Marques de Pombal, bis um ca.12 Uhr.

Erst dann konnte die Lissabonner Feuerwehr einen Leiterwagen erübrigen, um mit seiner Hilfe die blau-weiße Flagge vom Mast herunterzunehmen.

Wie der Lissabonner Polizeichef André Gomes der Nachrichtenagentur LUSA mitteilte, wird gegen die „Carbonaras“ Strafanzeige erhoben werden, und der Fall dann dem Innenministerium (port.: Ministério Público) übergeben.

Es obliegt dann dem Innenministerium juristisch gegen diese Carbonara-Gruppe vorzugehen.

Da die portugiesische Staatsflagge über Nacht nicht am Fahnenmast hing, kann man nicht von einem Diebstahl von dieser reden, wie damals im letzten August, als Monarchisten die republikanische Nationalflagge gegen die blau-weiße Flagge der Monarchie im Lissabonner Rathaus tauschten (lesen sie hierzu auch meinen post „31 da Armada - Die Monarchie in Portugal lebt” vom 13. August 2009).

Auch von Sachbeschädigung kann nicht die Rede sein, da ja kein Schaden am Fahnenmast entstanden ist.

Aber das republikanische Portugal wird schon Gründe und Wege finden, nach jungen Männern zu suchen, die sich einen Spaß daraus machen, blau-weiße Flaggen zu hissen.

Natürlich machen sich königliche Fahnen im Jahre der 100-Jahresfeiern der Republik nicht gerade gut. Also wird mit aller Kraft gegen solche politischen Aktionen vorgegangen.

Ohne Zweifel ändern sich mit der Zeit die politischen Systeme, genauso wie die Fahnen.

Aber anscheinend ist es eine Tatsache dass es hier in Portugal genug Menschen gibt, die sich die Wiedereinführung der Monarchie vorstellen können, ja sich diese sogar wünschen.

Und solch eine Tatsache zu ignorieren ist nicht nur zutiefst undemokratisch, sondern auch politisch sehr unklug!

Dom Duarte Pio, der Thronprätendent Portugals wurde am Parque Eduardo VII gesichtet, als er den Feuerwehrmännern zusah, wie sie sich Mühe gaben, die Flagge vom Mast runterzuholen.

Er war zu keinem Interview bereit.

Aber sein breites Grinsen sprach Bände.

http://planetportugal.blogspot.com/2010/03/carbonara-mobarchie-fur-die-massen.html

publicado por Nuno Castelo-Branco
(Fonte: Blogue "Estado Sentido")

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA: DO ULTIMATUM AO RECONHECIMENTO DO REGIME EM 1911

De todo o longo processo que o PRP desenvolveu no sentido da subversão do regime da Monarquia Constitucional, a questão da Aliança Luso-Britânica foi sempre um dos principais polos de virulenta propaganda. Mesmo antes dos acontecimentos decorrentes do Ultimato de 1890, os feros ataques ao predomínio da Inglaterra em Portugal, consistiram no eixo primordial da acção política, onde um nacionalismo de laivos retintamente demagógicos, visava antes de tudo, mobilizar uma parte da facilmente excitável e ociosa população das duas principais cidades portuguesas.

Num período onde a expansão colonial atingiu o climax e ameaçou a Europa com a eclosão de uma guerra generalizada, Portugal conseguiu preservar um relevante património colonial, objecto da cobiça dos novéis actores da cena internacional, como a Bélgica de Leopoldo II - a questão do Congo - e logo após a unificação de 1871, o II Reich do Kaiser Guilherme I e do chanceler Otto von Bismack. A arbitragem a que Mac-Mahon foi chamado para decidir (1875) a posse do valioso território banhado pela baía do Espírito Santo (Lourenço Marques), deveria ter representado para a opinião pública nacional, num claro sinal demonstrativo da necessidade da manutenção de um firme apoio britânico à posse portuguesa dos estratégicos e potencialmente ricos territórios em África. De facto, Lourenço Marques era o porto natural do hinterland sul-africano e num ponto de partida da mão de obra destinada às minas do Rand. O desencadear da segunda Guerra Boer (1899-1902), valorizaria enormemente a área geográfica que os britânicos displicentemente designaram até à década de 30 do século XX, como Delagoa Bay.

Hoje é tema incontroverso, o acerto da reacção portuguesa perante o fait-acompli imposto por Londres com a nota diplomática de 1890, assim como a clara relevância da prudência dos conselhos proferidos pelo então recentemente aclamado rei D. Carlos I. Apenas o radicalismo publicista e a tonitruância oratória em S. Bento, impediram Portugal de assinar um primeiro Tratado que delimitava de forma definitiva e vantajosa, os territórios pertencentes às duas coroas e que de forma quase inesperada, reconhecia a livre navegação do Zambeze desde Angola - na sua nascente - até Moçambique, onde o caudaloso rio desagua no Índico. A agitação na rua e o furor nacionalista acicatado pelos chefes do muito minoritário mas activo PRP, ditaram o insucesso da rápida resolução da crise e consequentemente, o Tratado final conservou a posse portuguesa dos territórios que hoje conformam Angola e Moçambique, embora fizesse definitivamente desvanecer-se, a sonhada ligação do Atlântico à contra costa.

A política interna portuguesa continuou no caminho almejado pelas ambições das chefias partidárias e os dois grandes protagonistas do sistema do chamado Rotativismo, os Partidos Regenerador e Progressista, não hesitaram em servir-se dos republicanos como artifício de recurso para a luta que acabou por minar a própria confiança num sistema que até há pouco parecia normalizado e intuído pela maioria da opinião, como consentâneo com aquilo que a civilizada Europa ocidental do ocaso do século XIX impunha.

Quando após a sua coroação, Eduardo VII inicia a sua primeira visita ao exterior e escolhe Portugal como destino inaugural de um périplo que o levaria a Paris - no processo diplomático que conduziu à Entente Cordiale -, os chefes do PRP terão concluído acerca da urgência em modificar os postulados - que tradicionalmente sofriam uma influência fortemente federalista no sentido ibérico - do partido. O Reino Unido tornava-se uma vez mais, no árbitro decisivo da política europeia e no ordenamento das grandes alianças que firmariam os campos opostos num futuro, mas ainda longínquo conflito geral. A chegada do inepto mas ambicioso Bernardino Machado às hostes republicanas, ofereceu uma oportunidade de aproximação aos interesses ingleses que antes de tudo, pretendiam a manutenção do status quo nacional no âmbito da Aliança Luso-Britânica que era essencial sob o ponto de vista de Londres, para a manutenção de vastos territórios ultramarinos, na órbita da sua esfera de interesses. A própria posição de Portugal e dos arquipélagos atlânticos, confirmava a necessidade da prossecução desse estatuto de aliado preferencial, garantindo o porto de Lisboa e os pontos de apoio à navegação no Atlântico Norte. Simultaneamente, mitigava ímpetos germânicos e franceses, enquanto dentro do Império Britânico, consistia num travão aos sectores mais radicais da África do Sul - Ian Smuts seria um conhecido partidário da anexação do sul de Moçambique -, ainda recentemente saída da derrota diante dos casacas vermelhas da rainha Vitória.

O Crime do 1º de Fevereiro de 1908, não foi em si mesmo, o ponto decisivo para a viragem inglesa no que respeita às potencialidades oferecidas por um PRP que possivelmente tomaria o poder em Lisboa. O que se tornou evidente aos olhos do Foreign Office e do Palácio de Buckingham, foi a catastrófica cedência que significou a forçada demissão do forte governo reformista de João Franco, sinal irrefutável de rendição diante da subversão da legalidade constitucional. Decisão dramática e cega das consequências que implicava, para mais agravada pela ausência de um preparado e firme detentor da coroa portuguesa. O simultâneo desaparecimento do rei D. Carlos e do príncipe Luís Filipe, privou as Forças Armadas Portuguesas dos essenciais esteios capazes de concitar as necessárias fidelidades castrenses que mantivessem a legalidade e uma sempre esperada, mas relativa paz social que infundisse a confiança para o pleno funcionamento do Estado e das instituições que o conformavam.

O processo difícil, moroso - e por vezes humilhante pelas delongas consecutivamente impostas por Londres - do reconhecimento da República Portuguesa, foi o tema de um interessante e elucidativo estudo da autoria de Samuel de Paiva Pires que pela proximidade do Centenário, convém consultar. Este render do PRP e do seu regime à inevitabilidade da durante tantos anos odiada Aliança Luso-Britânica, conduziria a uma política da qual Portugal apenas conseguiria afastar-se nos anos 30. Mas então, o quadro internacional era muito diferente.

Nota: visite o site do Centenário da República e o dossier adstrito ao mesmo.

publicado por Nuno Castelo-Branco
(Fonte: Blogue "Estado Sentido")