sábado, 3 de abril de 2010

JESUS RESSUSCITOU, ALELUIA! ALELUIA!

A Páscoa, passagem das trevas para a luz, da morte para a vida. Cristo Ressuscitou! Não está mais entre os mortos! O amor de Deus, manifestado a nós na Ressurreição de Seu Filho Jesus Cristo, alimenta a alegria e a esperança; ao mesmo tempo, faz-nos participar da edificação da sociedade, segundo os critérios da verdade, da justiça e da solidariedade. A Páscoa de Jesus é sinal da vitória possível sobre a morte e todos os males…

Jesus Cristo, que passou da morte para a vida, fortifique a nossa esperança. Que O Deus da vida, nos abençoe a todos.

A Real Associação da Beira Litoral deseja a todos uma Santa e Feliz Páscoa!

VEJA AQUI E AGORA: NOBRE POVO, UM PROGRAMA SOBRE A MONARQUIA


MÁRIO SOARES ADERE AO PROGRAMA DA MONARQUIA

Num extenso e interessante artigo publicado no Diário de Notícias, Mário Soares mostra-se preocupado pela evolução da situação portuguesa, apontando alguns dos principais problemas que minam a sociedade. Aqui deixamos em linhas gerais, o parecer do antigo presidente.

1. O Pessimismo nacional.

Presuntivo admirador da gente da Geração de Setenta, Mário Soares aponta o pessimismo nacional, como uma das principais causas da falta de perspectivas no país que ainda alguns teimam acreditar existir. De facto, toda a propaganda dissolutora que obteve o estatuto de situação anímica produzida pelas elites intelectualizadas saídas do Casino, condicionou quatro regimes. Minou a confiança na Monarquia Constitucional, pariu a absurda e inútil 1ª República, prolongou-se pela 2ª dos "pequeninos, sós mas orgulhosos" e conclui-se agora, na fase do estertor absoluto, na actual versão terceiro-republicana de todos os equívocos. Quem não se lembra dos centos de horas de lamúrias tecidas por políticos, sociólogos, comentadores ao estilo de filósofos de bar de faculdade, que da televisão transmitiram à população uma imagem de inevitável Finis Patriae? Quem insultou nos compêndios, os protagonistas da gesta que levou Portugal além-mar e lhe garantiu uma presença em todos os continentes? Quem ridicularizou - sempre por comparação com terceiros - o património nacional, amesquinhando-o sempre em proveito de modelos estrangeiros, num caricato exercício de macaqueação? Quem incutiu o complexo miserabilista e escusado da pequenez territorial que parece afinal vir condicionando toda a vitalidade própria de qualquer sociedade normal?

Criaram a síndrome do doutourismo a qualquer preço, desprestigiando as outrora tão necessárias e procuradas profissões técnicas e pior ainda, arrastando para o lodaçal da suspeita de favorecimento indevido, velhas academias que formavam quem efectivamente queria saber. Liquidaram o ensino superior, massificando a produção de licenciados sem perspectivas de um dia poderem vir a exercer uma profissão condizente com o pretenso estatuto social adquirido. Pior, o sistema quase tornou vergonhosas as profissões que Mário Soares hoje - e bem - aponta como necessárias, como a mão de obra não especializada dos "electricistas, canalizadores, trabalhadores para os campos", etc. Aqui, o antigo presidente comete o erro comum de remeter esses trabalhos técnicos, para o campo pouco prestigiante da não especialização. Como se fosse possível confiar uma instalação eléctrica, a canalização de um prédio, os trabalhos do pedreiro, do soldador e até de pintura, a alguém que não seja especializado e capaz na matéria? É este inconsciente desdenhar dos "trabalhos menores" que conduz à actual situação de autêntico deserto em sectores produtivos essenciais ao desenvolvimento. Como Soares diz, ..."é terrível!"

As ilusórias benesses vindas da Europa, não se traduziram num paralelo crescimento das aptidões nos mais diversos sectores do trabalho, antes pelo contrário. Se o consumo subiu em flecha devido ao facilitismo de um crédito que já teve melhores dias, as chamadas grandes obras públicas apenas tiveram como directa consequência, a importação da tal ..."mão de obra não especializada"... que em Portugal passou a fazer, exactamente aquilo que os portugueses fizeram na França ou Alemanha dos anos sessenta. Como é evidente, a drenagem de recursos para o exterior tornou-se impossível de suster, até pelas compreensíveis razões humanitárias. Disso mesmo beneficiaria o Portugal pós-25 de Abril, cujos governos durante tanto tempo dependeram das muito aguardadas remessas dos emigrantes.

Mário Soares parece tomar-se de sobressaltos pelo triste espectáculo transmitido pelos pessimistas profissionais que vaticinam "desgraças (...) catástrofes (...) a desagregação do país ou pior ainda, o seu desaparecimento, como Estado". Enfim, critica acerbamente a maledicência imperante, como se este estado de espírito não fosse coisa velha de mais de um século a que subitamente passasse a dar uma importância tardia!

O antigo presidente da república vem agora apontar alguns caminhos que sempre foram o rejeitado modelo proposto pelos monárquicos, fossem eles os da resistência ao costismo de 1910-26, ou os seus sucessores que passaram pela longa 2ª República. Mesmo na vigência do actual regime, a agricultura, o modelo de desenvolvimento sustentado - a ecologia, a defesa do património histórico na sua mais ampla definição -, a ética implícita ao sentido do Dever e Servir, sempre consistiram nas principais bandeiras dos sectores monárquicos mais intervenientes. Quando há vinte anos a tão incompreendida Nova Monarquia apontava para a inevitabilidade de um regresso ao convívio com os países que outrora integraram o todo nacional, os lancinantes gritos de protesto fizeram-se até escutar em áreas próximas de Belém, num arrazoado néscio de complots neo-coloniais, imperialismos anacrónicos ou pior ainda, acusando a organização de anti-europeísmo basilar. Hoje, o mundo político desunha-se na procura de alianças económicas e políticas em Angola, Cabo-Verde, Brasil, Moçambique, Timor e até em países que jamais tendo pertencido à esfera da administração portuguesa, surgem como oportunidades sonantes. Uma certa concepção de um programa de reabilitação nacional que veja Portugal regressar à acção no espaço extra-europeu, é uma necessidade imperiosa que agora apressadamente, os responsáveis do sistema parecem descobrir. Perderam muito tempo com as ilusões provincianas de um europeísmo que connosco pouco se importa e negligenciaram-se talentos e vontades. Hoje em dia, é quase um trabalho de imaginação delirante, conceber a possibilidade de ter existido uma administração pública de vastíssimos territórios no além-mar. Assim, para os portugueses que agora têm trinta anos de vida, a realidade de uma administração eficiente que ergueu pontes, construiu escolas, barragens, caminhos de ferro, hospitais, portos, organizou os campos e as cidades, parece uma hipótese tão longínqua como inverosímil. Mas existiu, isso é inegável. Fez-se obra no Ultramar e existia um sentido geral de serviço pelo bem comum que foi rapidamente encarado como incómodo passadismo de laivos imperialistas. Erro fatal.

Sem querer reconhecê-lo, Mário Soares revisita o programa do seu amigo Gonçalo Ribeiro Telles. Agora, julga urgente o regresso aos campos, quando nos seus tempos de promessas do El Dorado comunitário..."era coisa para esquecer". Tal como os pérfidos e elitistas monárquicos desde sempre apontaram - já nos longínquos tempos do pombalismo, passando pela Regeneração fontista e pelos impulsos modernizadores do rei D. Carlos I -, a ocupação e dignificação do trabalho da terra, consiste numa prioridade absoluta. Assim é a situação em França, na Alemanha ou na Holanda, exemplos que além fronteiras servem para nos encher as mesas de especialidades e Delikatessen pagas a bom preço. Regressando aos conselhos ditados pelos propugnadores da especialização do trabalho e da oferta - também tivemos os nossos Adam Smith -, Soares diz que Portugal deverá ser um excelente e mundialmente conhecido produtor de ..."vinho, azeite, cortiça"..., aos quais podemos ainda acrescentar os frutos secos, legumes seleccionados para exportação e uma infinidade de produtos que ainda artesanais, merecem uma especial atenção. Essencialmente, são estes os sectores de exportação que podem prestigiar o nome do país no estrangeiro. É afinal, o programa "tradicionalista" e consentâneo com as nossas possibilidades, competência e que os importadores aguardam, não esquecendo aqueles outros que pela excelência da inovação - o calçado e mobiliário, por exemplo - conquistaram o seu espaço. É uma certeza, a necessidade de investimento nas novas tecnologias que modernizam e adequam a economia ao nosso tempo e neste capítulo, a opção no favorecimento das energias limpas - aqui está outro "resquício tradicionalista" -, consiste numa meritória aposta deste governo.

Mário Soares prossegue o seu raciocínio, na clara apropriação do Programa da Monarquia. Aponta como essencial o regresso ao mar, ..."as pescas, a marinha mercante, o desenvolvimento dos portos, a exploração das profundidades marítimas - a grande visão de D. Carlos I -, o estudo e preservação das costas". Nada de novo, é o programa que urge implementar e valorizar e que tem sido negligenciado desde há um século.

2. A questão da Democracia participativa.

Um tema interessante, escorregadio e inédito na pena de Mário Soares, até hoje encarado como a personalização do próprio regime, onde a partidocracia se apoderou de todos os lugares disponíveis e mentes. O afastamento da sociedade civil , consiste no perigo que os monárquicos há décadas - e por experiência própria - vêem apontando como desfecho impossível de contornar. Se a administração pública se tornou no alvo a atingir pelas clientelas partidárias que na sua maioria desconhecem - ou se interessam - pelos meandros fastidiosos e complicados da burocracia que faz o Estado funcionar, tal se deveu à ânsia pelo controlo totalitário da sociedade por quem pretende conformá-la a esquemas de toda a índole, sejam estes os costumeiros pretextos ideológicos, ou a vulgar sinecura que garante a tranquilidade da inércia durante um período mais ou menos prolongado no exercício do "poder".

No capítulo do equilíbrio dos poderes, Mário Soares pretende uma Justiça ..."isenta, equitativa, não partidária, célere, independente e eficaz". Caímos aqui no paradoxo absoluto, pois estando o regime completamente subjugado pelo Tratado de Tordesilhas informal establecido pelas direcções partidárias, torna-se impossível modificar o estado de coisas. Não existe uma real separação de poderes e verifica-se com conveniente e artificializado espanto, a promiscuidade interpartidocrática em todos os órgãos do poder, sejam eles a presidência, os tribunais, o governo e as autarquias. A partir daqui, os pólipos prosseguem a função asfixiadora através do controlo das empresas do Estado e mesmo no sector privado, sempre dependente e vassalo dos favores - quantas vezes sem concurso público?! - outorgados por quem manda no momento. Este sistema vive e medra na instabilidade.

A questão da Justiça, consiste apenas numa entre todas as outras, reflectindo-se até na acção das policias e consequentemente, na distorção dos próprios conceitos de liberdades e direitos que são espezinhados diariamente por uma certa imprensa a soldo nãos e sabe bem de quem.

É também com um sorriso, que verificamos estar M. Soares, a apontar pela primeira vez o dedo acusador ao regime do qual sempre se considerou um natural seguidor. Contudo, essa 1ª república de 1924-26, é apenas fruto da imaginação desculpabilizadora do antigo presidente, porque historicamente, trilhou aquele caminho de todas as subversões muito antes da sua proclamação em 1910. Todo o programa de descrédito, pessimismo, maledicência e porque não dizê-lo abertamente?, de subversão, correu ao longo de mais de trinta anos, contando com a quase paternal benevolência de um Estado já completamente tornado refém da própria partidocracia. No cimo, pairava ainda, intocável, a figura intemporal do Rei que desaparecido, deu o seu lugar a uma hoste de servidores de causas egoístas e interessadas no proveito próprio. Assim sendo, Mário Soares inconscientemente se torna vítima dos seus próprios postulados ou superstições.

3. Conclusão.

Mário Soares adopta parcialmente as conhecidas propostas programáticas de um sector de opinião que formalmente inexistente, tem uma voz em crescendo na sociedade. Os recursos tecnológicos postos à disposição de quem se interessa pela coisa pública, permitem o derrubar de mitos e o conhecimento da verdade escondida sob o manto do preconceito imposto pela propaganda. Sem o dizer, acabam por vingar as já antigas propostas de reorganização do Estado, desde o sistema eleitoral uninomial/misto, até à redução da Câmara Baixa, a criação de uma Câmara Alta não partidária, a necessária reorganização administrativa do território nacional - desde as regiões o poder local - e até, a possibilidade da democracia directa em núcleos mais ou menos reduzidos e bem definidos. O grave problema que todos os outros condiciona, consiste na falta de clareza quanto à divisão de poderes e o articulista parece tomar consciência do facto.

Se a instauração da Monarquia não consiste na panaceia para todos os males - foi afinal a promessa da sua deposição que em 1910 surgia como solução republicana para a redenção do país -, indica de forma inequívoca, a firme intenção na mudança que urge. Como sempre, a questão da vontade - que os marxistas tanto gostam de contornar, metamorfoseando-a de "mentalidades" - estará dependente da confiança generalizada na perenidade de um porvir pelo qual valha a pena combater, na sempre constante procura de deixar a herança aos vindouros. Foi assim que Portugal sobreviveu ao longo de séculos, erguendo a sua presença no mundo ao estatuto de que apenas uns tantos Grandes beneficiam. A Monarquia criará aquele estado de espírito essencial à ordem e prioridade do interesse geral sobre os caprichos ou cupidez de alguns. Mário Soares é um homem viajado e dá-se com os poderosos da Terra. Sabe que aquilo que se verifica nos países que mais admira - o chamado norte da Europa -, deve-se à construção de um Estado onde as regras se encontram imutavelmente bem definidas e nas quais a sociedade se revê. No fundo - não ousando afirmá-lo pelos conhecidos receios de conotação com o autoritarismo -, M. S. lamenta uma certa falta de ordem e autoridade democrática, sem a qual o conjunto social se pulveriza numa caótica indisciplina que desrespeita a Lei e a adultera ao sabor da conveniência de grupos. Tudo o mais virá por si, desde a perfeita certeza do posicionamento internacional de Portugal no mundo, à latente questão da educação - rigor, disciplina, prioridades na formação - ou ao governo e preservação do espaço que ocupamos e herdámos.

Não reconhecendo que há que mudar o essencial para que o país disso efectivamente se aperceba, o desabafo de Mário Soares consiste infelizmente, num estéril exercício da crítica que aos outros aponta como pecha. Se não lhe falta clarividência na análise, peca por recusar a conclusão necessária e que se espera. Para que a situação se modifique, há que enviar um sinal claro ao país. No entanto, cremos que a vaidade e o preconceito prevalecerão.

publicado por Nuno Castelo-Branco em 20/12/2009
(Fonte: Blogue "Estado Sentido")

sexta-feira, 2 de abril de 2010

SÁBADO SANTO OU DE ALELUIA

O Sábado Santo, também chamado Sábado de Aleluia, é o dia antes da Páscoa no calendário de feriados religiosos do Cristianismo. Nas Filipinas, nação notoriamente católica, chama-se a este dia Sábado Negro. O Sábado de Aleluia é o último dia da Semana Santa.

Na tradição católica, é costume os altares serem desnudados, pois, tal como na Sexta-Feira Santa, não se celebra a Eucaristia. As únicas celebrações são as que fazem parte da Liturgia das Horas. Além da Eucaristia, é proibido celebrar qualquer outro sacramento, excepto o da Confissão. São permitidas exéquias, mas sem celebração de missa. A distribuição da comunhão eucarística só é permitida sob a forma de viático, isto é, em caso de morte.

É no Sábado de Aleluia que se faz a tradicional Malhação de Judas, representando a morte de Judas Iscariotes.

No Sábado Santo, é celebrada a Vigília pascal depois do anoitecer, dando início à Páscoa.

(Fonte: Wikipedia)


DISCURSO DO TRONO DA INFANTA REGENTE D. ISABEL MARIA

"Vós sabeis que o solo, que hoje chamamos Portugal, não conheceu desde séculos remotos outro Governo Político, que não fosse o Monárquico-Representativo. Prelados e Grandes Senhores formavam unicamente esta Representação: o Povo não tinha voz nem acção num regime quase feudal. Os Reis Portugueses, pouco depois do princípio da Monarquia, concederam ao terceiro Estado os direitos e a dignidade que os séculos bárbaros lhe haviam negado. Floresceu então Portugal à sombra de um Governo completamente Representativo: porém, não havendo Leis que fixassem de um modo invariável as Instituições adoptadas pela prática e tradição dos Maiores, vieram estas a cair em esquecimento; emudeceram as Cortes da Nação e estava reservado para os nossos dias renová-las por meio de estabelecimentos sábios e permanentes. Tal foi o projecto que, na Sua Real Mente, concebeu Meu Augusto Pai [D. João VI], cuja memória será sempre cara aos Portugueses; e tal foi o que com glória imortal executou Meu Augusto Irmão [D. Pedro IV], felicitando esta Nação com a nova Carta Constitucional..."


(Discurso do Trono da Infanta Regente D. Isabel Maria, 30 de Outubro de 1826).

A SOLUÇÃO? A INDEPENDÊNCIA DO ESTADO

Finalmente começam a surgir expressões da realidade.

A crise foi o sintoma de uma doença profunda, cuja origem já começa a ser expressa por alguns comentadores políticos, que conseguem libertar-se da pressão do condicionamento partidário, que obriga ao discurso do politicamente correcto.

Passaram alguns já à análise da doença, que origina a crise estrutural da sociedade portuguesa.

A doença é grave e só com uma profunda mudança pode permitir a nossa sobrevivência.

Pois de sobrevivência se trata. Preservação da independência, da soberania e também da democracia.

O Estado português, não é independente e está sujeito a todas as formas de pressão.

Interesses económicos, empresarias, sociais e partidários, interligam-se numa promiscuidade evidente, influenciam e controlam, de tal forma, que já não existe autonomia dos poderes constitucionais e impossibilitam a existência de um projecto nacional, capaz de fazer no presente a projecção do nosso futuro.

País sem projecto é um país sem rumo.

Em que todos apenas querem, ou sobreviver ou usufruir, mas em que a apenas alguns esse privilégio está reservado, restando a todos os demais a descrença evidente a que chegou a maioria da população portuguesa.

A solução está na cura definitiva da doença grave, que Portugal padece à 100 anos.

A solução está num regime que salvaguarde e aprofunde a democracia, mas dê a indiscutível segurança de independência do Estado a todas as formas de pressão.

A solução está num Estado independente e digno, que se liberte de toda a promiscuidade e finalmente reponha na sociedade portuguesa a liberdade e o conceito de respeito pela representatividade dos eleitos.

A solução na independência do Estado, que permita a reposição da responsabilidade dos servidores públicos e a afirmação dos compromissos políticos.

A solução está num Estado independente, que exija a verdade, a honestidade, o mérito, de todos os agentes políticos e do serviço público.

A solução está na eliminação do engano do idealismo republicano, pois nunca um Presidente eleito, pode permitir uma Chefia de Estado independente e livre, das pressões e conluios partidários.

Só um Rei é livre e independente, só uma Chefia de Estado livre e independente, poderá garantir a independência do Estado português e o renascimento do sonho de liberdade e democracia e o futuro de Portugal.

A solução é o projecto Monárquico. A Monarquia moderna, constitucional e democrática, que restaure a motivação dos portugueses e a sua confiança no Estado.

O projecto monárquico é a alternativa, mas a sua afirmação na sociedade portuguesa carece de uma atitude de determinação e convicção, que cada vez mais se assume como a mais importante e patriótica das exigências.

Portugal necessita urgentemente desta afirmação da mensagem monárquica, apresentada como credível, porque é a solução.

A responsabilidade pessoal de D. Duarte de Bragança, está hoje num patamar de exigência patriótica, que o obriga à afirmação a toda a sociedade portuguesa, de que é nele que está a garantia indispensável, a única possível para alcançar a independência do Estado.

Tremenda e histórica responsabilidade. Que não o obrigam apenas a Ele, mas a todos os que entendem esta evidência, em particular aos monárquicos e às suas organizações.

O povo português anseia e entenderá esta mensagem.

A mensagem será mobilizadora e entusiasmante, porque é a verdadeira solução.

A solução que fará renascer a esperança e a motivação nacional.

Mas para que assim seja. Não há mais lugar à hesitação, mas sim à afirmação.

Acreditar.

Portugal precisa de voltar a acreditar.

José J. Lima Monteiro Andrade

Por Portugal.
Pela Casa Real Portuguesa.

A Comissão Coordenadora da Acção Monárquica

(Fonte: Blogue "Acção Monárquica")

VISITA DE SS.AA.RR., O SENHOR DOM DUARTE, DUQUE DE BRAGANÇA E DOM AFONSO, PRÍNCIPE DA BEIRA À XII FEIRA DO FOLAR E PRODUTOS DA TERRA EM VALPAÇOS.


A visita de SS. AA. RR., o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e do Infante Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, à XII Feira do Folar e dos Produtos da Terra, em Valpaços, no passado dia 28, decorreu num ambiente muito animado e com enorme participação popular. À chegada ao Pavilhão Multiusos, onde decorreu o evento, os Reais visitantes, acompanhados pelos membros da Direcção da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro e pelo Eng.º Manuel Barreira da Cruz, responsável pelo Núcleo Concelhio de Valpaços da Real Associação, foram calorosamente acolhidos pelos responsáveis pela organização da Feira. De seguida, deu-se início a uma visita guiada aos stands de todos os expositores.

O Duque de Bragança e o Príncipe da Beira puderam comprovar o empenho e a dedicação dos produtores locais de azeite, de enchidos, de vinhos regionais transmontanos, e demais produtos regionais, na promoção dos produtos da terra e na sua valorização a nível nacional, como marcas da identidade e da cultura gastronómica transmontanas.

Após a visita à XII Feira do Folar, O Duque de Bragança e O Príncipe da Beira percorreram as ruas de Valpaços, recebendo os cumprimentos de muitos locais e de forasteiros, e dirigiram-se para os Paços do Concelho onde foram recebidos pelo Presidente da Câmara Municipal, o Eng.º Francisco Baptista Tavares. O Presidente da edilidade valpacense congratulou-se com a presença do Senhor Dom Duarte e de Dom Afonso no Município de Valpaços, tendo destacado no seu breve discurso alguns factos positivos dos tempos da Monarquia, e alertado para a forma injusta como por vezes se faz referência à Instituição Monárquica e a alguns Reis de Portugal.

Durante a sessão de boas-vindas, o Presidente da Câmara de Valpaços ofereceu ao Duque de Bragança uma colecção de litografias de aguarelas alusivas ao Concelho de Valpaços, da autoria do artista plástico flaviense Mário Lino.

O Duque de Bragança retribuiu a oferta com a entrega de uma medalha comemorativa da Canonização do Santo Condestável, Dom Nuno Álvares Pereira.

A encerrar a sessão de boas-vindas, o Duque de Bragança foi convidado a assinar o Livro de Honra dos Paços do Concelho.

O Eng.º Francisco Baptista Tavares aproveitou a ocasião para relatar um episódio curioso e simbólico relacionado com a assinatura do Livro de Honra. Referiu ele que o Livro de Honra foi aberto há cem anos com a assinatura de Afonso Costa, e que, passado um século, no ano do Centenário da implantação da república, como que por ironia do destino, o Sucessor Dinástico dos Reis de Portugal e representante da Instituição Monárquica, que Afonso Costa atacou de forma enérgica e até mesmo violenta, estava ali a assinar precisamente o mesmo Livro de Honra. Sinal dos tempos !!!

A terminar a visita a Valpaços, O Duque de Bragança e O Príncipe da Beira honraram os muitos monárquicos locais com a sua presença num jantar promovido pelo Núcleo Concelhio local da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro e no qual participaram cerca de 60 pessoas.

A enorme adesão popular que foi patente durante a visita de SS.AA.RR., O Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e de Dom Afonso de Santa Maria, Príncipe da Beira, à XII Feira do Folar e dos Produtos da Terra, será certamente recordada com agrado por todos os valpacenses e pelas Gentes de Trás-os-Montes que acorreram à hospitaleira cidade de Valpaços no dia 28 de Março.

(Fonte: Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro)