sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

VISITAS AO COMBOIO REAL NO ENTRONCAMENTO

Até 5 de Março, a Fundação Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado organiza um ciclo de visitas especiais ao Comboio Real em restauro.

O Comboio Real, Locomotiva D. Luís, Salão D. Maria Pia e Carruagem do Príncipe, encontra-se em restauro nas oficinas da EMEF, no Entroncamento e figurará na exposição Royal Class Regal Journeys, entre 14 de Abril e 10 de Setembro de 2010, no Spoorwegmuseum, em Utrecht, na Holanda. Esta exposição mostrará o mais importante património ferroviário real e imperial europeu e estará integrada na preparação da coroação do novo rei Willem-Alexander dos Países Baixos. Assim, até ao dia 5 de Março, o Comboio Real estará aberto ao público. As visitas decorrem em grupos de 10 pessoas no máximo, às 11h, 14h, 15h, 16h e 17h.

Os bilhetes de ingresso podem ser adquiridos na recepção do Museu Nacional Ferroviário.

(Fonte: Blogue da Real Associação do Ribatejo)

ENTREVISTAS DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE AO JORNAL DA MADEIRA

Jornal da Madeira / 1ª Página / 2008-12-30
(Dom Duarte com o Presidente da Câmara do Funchal)

>Duque de Bragança considera importante preservar a diferenciação do Funchal
>D. Duarte defende imagem tradicional

De visita à Madeira, para participar hoje na cerimónia de encerramento das comemorações dos 500 Anos do Funchal, D. Duarte de Bragança manifestou, em entrevista ao Jornal da Madeira, a importância da data para a capital madeirense. O monarca entende que esta efeméride possibilitou um maior conhecimento da cidade em termos do seu património cultural e histórico, não só por parte dos portugueses em geral como também a nível internacional.

Considerando que o Funchal soube desenvolver-se de forma sustentada em relação à oferta turística e à qualidade de vida, D. Duarte entende, no entanto, que é preciso dar atenção a um desenvolvimento em harmonia com a paisagem e a natureza, que são factores de diferenciação da cidade, em particular, e da Madeira em geral.

Dessa forma, continuou o monarca – numa conversa que manteve com o JM no Centro de Hipismo do Santo da Serra, que visitou com a esposa e filhos na companhia do presidente da Câmara Municipal do Funchal -, construídas que estão as grandes infra-estruturas, as novas construções «deviam ser integradas numa cultura e identidade madeirense. As que já cá estão, e que puderem ser melhoradas nesse sentido, também não se perdia nada».

Admitindo que as falhas urbanísticas existem por todo o país, D. Duarte de Bragança disse que, apesar de compreender a necessidade de progresso, lamenta que se tenha perdido um pouco da beleza da paisagem do Funchal, de há trinta anos atrás, por exemplo. De qualquer modo, está convicto de que o Funchal saberá respeitar o futuro, no sentido de seguir um progresso em harmonia com o ambiente, a paisagem e a identidade cultural madeirense. É esse «o caminho indispensável, para que daqui a uns anos, possamos continuar a dizer que esta é uma terra muito bonita, com encanto. Devemos privilegiar o respeito pela diferença e qualidade, ainda mais em zonas de difícil acesso como é o caso da Madeira», uma região insular. É que, continuou, um turista não vai querer fazer uma viagem cara para uma ilha para ver edifícios ou construções.

Expostas as suas preocupações em relação ao futuro do Funchal, o monarca deixou o repto: «desafiava as pessoas interessadas a criarem um movimento, uma organização ou associação para defesa da paisagem e da identidade cultural madeirense, como há na Inglaterra, onde existe uma associação importantíssima chamada o British Trust, que tem três milhões de membros, que se preocupa em defender a paisagem e a arquitectura tradicional».

2009: «Que o egoísmo dê lugar à solidariedade»

Instado a manifestar uma mensagem de votos para 2009, D. Duarte de Bragança apelou a que se substitua o egoísmo pela solidariedade. «Temos de pedir a Deus que nos mande a sua bênção e que, numa altura de dificuldade, esta é também uma altura boa para a conversão da nossa vida, para pensarmos melhor nos valores espirituais, de solidariedade, das pessoas que vão ficar em dificuldades e que vão precisar de nós, e que se se substitua o egoísmo pela solidariedade».

No ponto de vista do monarca, essa é «a grande lição que podemos aprender em alturas difíceis. Se houver uma solidariedade eficiente e eficaz entre todos, ninguém tem de passar mal. Não faz sentido que uns continuem a ter tudo e outros nada».

Nos seus votos para o próximo ano, D. Duarte de Bragança disse ainda esperar que haja «uma participação cívica mais activa nas organziações de solidariedade, de defesa da natureza e ambiente». A esse respeito, comentou que Portuigal é dos países da Europa com menor percentagem de pessoas filiadas nas organizações ambientalistas. «Somos o único país da Europa onde não temos no Parlamento Europeu um deputado que faça parte de um grupo de defesa do ambiente. Isso não pode ser, temos de ter uma actividade mais cívida e eficiente nesse campo», defendeu.

Portugueses não levam democracia a sério

Duarte de Bragança está preocupado com o facto dos portugueses não estarem «a levar a democracia a sério». No seu entendimento, dos problemas que destaca no País, a falta de participação dos cidadãos no processo democrático é sentida na falta de confiança destes em relação ao Parlamento, às Forças Armadas e policiais e até ao Presidente da República.

A seu ver, e entre outras questões a resolver em Portugal, a Educação tem de ser realista, tem de formar civicamente as pessoas mais jovens. «A Educação tem de formar a inteligência, a lógica», sublinhou. Assim, e também em prol da economia do país, a aposta devia ser na formação profissional e técnica, no apoio a empresas que produzam riqueza em Portugal. Por outro lado, o monarca entende que os portugueses não têm, actualmente, um raciocínio lógico e estão a prejudicar-se. A título de exemplo, questiona-se pelo facto de se comprar tantos produtos importados em vez dos nacionais, Outra ideia que defende é um modelo idêntico ao das empresas japonesas, para combater o desemprego. Ou seja, em vez de demitir pessoas, as empresas portuguesas também deviam reduzir para metade o horário e o salário dos funcionários em tempo de crise. Não haveria desempregados nem empregados cansados por estarem a trabalhar horas a mais.

Paula Abreu


Suplemento / Revista Olhar / 2009-01-03

> D. Duarte considera que ilhas autónomas de países monárquicos têm muito sucesso

> Portugueses deviam poder escolher entre República e Monarquia

O Duque de Bragança quer que a Constituição Portuguesa preveja a possibilidade dos portugueses se manifestarem sobre que tipo de chefia de Estado querem para o País. D. Duarte entende que há um contracenso na Lei Portuguesa que diz que o Povo é soberano, «pode decidir sobre o que quiser mas não pode decidir sobre que tipo de chefia de Estado tem. Tem de aceitar esta que foi imposta pelos senhores que, em 1975, fizeram a Constituição».

O monarca defende, portanto, uma mudança na Constituição no sentido de alterar o Artigo 288, que refere que é «inalterável a forma republicana de Governo», para um artigo que defendesse que «seria inalterável a forma democrática de Governo».

Recordando que na última revisão constitucional houve uma tentativa de mudar esse artigo, D. Duarte de Bragança espera que, havendo novo processo, esta matéria venha a ser alterada. Reconhece, no entanto, que para o efeito «tinha de haver suficiente espírito democrático no nosso parlamento».

Com essa alteração e prevendo-se a possibilidade de referendar entre o regime democrático a seguir pelos portugueses, entre o republicano e o monárquico, D. Duarte de Bragança manifesta-se confiante de que muitos portugueses poderiam escolher o regresso da Monarquia.

Ilhas de países monárquicos com modelos de autonomia de sucesso

Questionado sobre qual poderia ser o actual estado do País, se fosse regido por uma monarquia, o Duque respondeu que bastaria comparar políticamente com outros países europeus que seguem o regime monárquico. «Actualmente, cerca de metade da Europa funciona em Monarquia e, portanto, é a que funciona melhor, em geral, como são os exemplos dos países escandinavos, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido... São países que estão a funcionar bem. Há mais civismo e progresso humano. Vejo por exemplo as ilhas do Canal, Jersey e Guernsey, que têm uma situação parecida à Madeira em relação a Inglaterra, têm uma autonomia muito maior do que a Madeira, mas ninguém põe em causa a unidade do Reino Unido, como outras ilhas anexas à Holanda ou Dinamarca». A respeito das ilhas autónomas, o monarca salienta que existem modelos de autonomia dentro das monarquias que «são mais seguros e evoluídos do que na República».

Viver bem gastando menos

Na conversa que manteve com o JM, no Centro Hípico do Santo da Serra, que visitou com a esposa e filhos, na companhia do presidente da Câmara Municipal do Funchal, D. Duarte de Bragança pronunciou-se ainda sobre as suas expectativas para 2009. «Eu espero que, esta situação difícil, grave económica e financeira, seja um motivo para uma reforma total na nossa maneira de ver a vida e até das nossas isntituições. Ou seja, até agora, desde a II Guerra Mundial, temos vivido sempre com o aumento do consumo, dos gastos e do desperdício de energia e de recursos. Então em Portugal, a coisa acelerou muito. Devíamos agora passarmo-nos a desenvolver num sentido diferente; passarmos a gastar menos, mas a viver melhor. Não se precisa de gastar mais para viver melhor».

Nesse sentido, o Duque de Bragança defende, por exemplo, que se use menos o automóvel particular, dando preferência aos transportes públicos, que se gaste menos energia na agricultura, nos transportes, no aquecimento das casas, nomeadamente.

Considerando, por outro lado, que um dos problemas de Portugal tem a ver com a falta de aprticipação dos cidadãos na democracia, D. Duarte de Bragança fala na importância dos portugueses tentarem inverter essa postura. «A nossa democracia não é participativa, ninguém vai pedir aos deputados do parlamento que resolvam os seus problemas. Se houver uma crise grave, não vai haver uma confiança nas instituições. As forças armadas estão a ser desmobilizadas, a polícia está a ser desprestigiada... A educação tem de ser mais realista, mais prática, tem de formar civicamente as pessoas mais jovens e sobretudo, a educação tem de formar a inteligência e a lógica», sustentou ainda o monarca.

Queremos economia nacional e compramos produtos estrangeiros

Duarte de Bragança aponta ainda algumas das contradições da sociedade, defendendo que «se queremos alguma coisa temos de fazer por ela». Ou seja, continuou, «queremos a economia nacional, mas depois compramos os produtos estrangeiros. Vejo na Madeira, por exemplo, a venderem bananas da Colômbia, vejo na Madeira e no Continente, os portugueses comprarem produtos estrangeiros quando os portugueses não conseguem ser vendidos. Isto não pode ser, é um absurdo», comentou. A seu ver, o povo em geral não está a ter um «raciocínio lógico, não está a usar a inteligência e está a fazer coisas que o vai prejudicar».

Para D. Duarte de Bragança, há que mudar o estado do país a vários níveis, com uma intervenção colectiva da sociedade. Um passo importante, defendeu ainda, tem a ver com o programa de ensino, que tem de ser «mais eficiente e prático. As crianças perdem muito tempo a decorarem regras e coisas teóricas que não servem rigorosamente para nada e depois não aprendem a História de Portugal nem a defesa da natureza, da saúde, a raciocinar logicamente e a aprender matérias que são úteis para a vida».

De salientar que o Duque de Bragança e a família escolheram o Funchal para assistir à passagem do ano.

Paula Abreu

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A IMPARCIALIDADE DO CHEFE DE ESTADO


Apesar de não se viver em Monarquia, eis que surge um candidato cujas qualidades poderão permitir que adquiramos as vantagens de um regime Monárquico, mesmo vivendo em república: o Dr. Fernando Nobre.

Certamente que o leitor já saberá quais, e que são muitas, mas gostava de me centrar numa delas: a IMPARCIALIDADE.

O chefe de estado ideal deverá ser independente aos partidos, o que lhe permite uma total liberdade no exercicio das suas funções, pois:

- Jamais poderá ser acusado de qualquer coisa que seja, pelos partidos que não lhe deram apoio no momento eleitoral;

- Jamais poderá ser tendencioso ou dar algum jeitinho às forças partidárias que o apoiaram no momento eleitoral;

- Jamais deverá favores às máquinas eleitorais.

Resumindo, o chefe de estado ideal, tal como acontece em Monarquia, terá que ser imparcial.

Em república, pela primeira vez vejo um candidato com essas caracteristicas: Fernando Nobre. É um Patriota e um Humanista, que por esse mundo fora sempre ajudou quem mais precisa.

Curiosamente já se vê a élite republicana a apunhalar este tão "Nobre" candidato, por não ser suficientemente republicano, ou, melhor dizendo, ser Monárquico.

Orgulho-me de si, Dr. Fernando Nobre.
 
Bravura Lusitana
(Fonte: Blogue Monárquico Lusitano)

SUGESTÃO DE LEITURA

UM REPUBLICANO PREOCUPADO


A TRANSPARÊNCIA OPACA DO SR. FERNANDO NOBRE

Entenda-se que não ponho em causa, de modo algum, a qualidade profissional e o sentido humanitário do trabalho do Dr. Fernando Nobre à frente da AMI.

Em plano muito diferente está a sua opção política de candidatura à Presidência da República, que me aparece como uma incursão monárquica exactamente no ano em que comemoramos o centenário da República.

Porque digo isto? Vejam-se as ligações:

Fernando Nobre é Presidente da Assembleia Geral do Instituto Democracia Portuguesa cujo Presidente de Honra é... D. Duarte de Bragança! 

Vejam-se também os órgãos desse Instituto, com as diversas personalidades que o compõem.

Por exemplo, o Presidente da Direcção é o Prof. da Universidade Católica Mendo Castro Henriques, com um relevante currículo académico no qual nunca escondeu a sua defesa da Monarquia.

Leiam-se alguns textos do referido professor  ou a sua intervenção no X CONGRESSO DA CAUSA REAL.

Ser monárquico não é crime. Para mais, esta corrente monárquica defende inequivocamente o regime democrático. Mas defende, igualmente, a passagem do regime republicano ao regime monárquico através de um processo que chamam de "dupla revisão constitucional", no qual o povo português seria chamado a referendar o novo regime. A intervenção de Mendo Castro Henriques no X Congresso da Causa Real intitulava-se, significativamente, «4.ª República ou 5.ª Dinastia? Os Modelos da Construção europeia e a Relevância da Questão do regime» e teorizava longamente sobre estas questões.

Portanto, a candidatura de Fernando Nobre não é nada inocente. Ontem, na sua apresentação afirmou que ela é a "dos que não tiveram voz até agora, dos que se desiludiram com a política, dos que acreditam que a política não se esgota nos políticos e não é a sua coutada privada". Dirige-se aqueles para quem "o destino do país não é indiferente" e diz-lhes que "chegou a hora da grande, determinada e corajosa opção de actuar".

Envolvida em ideais de renovação da vida pública e em transparência democrática, esta candidatura é, na realidade, um afrontamento aos ideais republicanos.

Joaquim Moedas Duarte, TORRES VEDRAS

(Fonte: Blogue O Lugar no Tempo: http://aorodardotempo.blogspot.com/)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"QUANTO MAIOR, MELHOR", por Nuno Pombo (*)

Ficámos a conhecer, há dias, o projecto com que Paredes pretende contribuir para o centenário da república. Paredes propõe-se gastar um milhão de euros na construção de um gigantesco mastro, na ponta do qual sugere seja desfraldada uma também desmesurada bandeira.

Não tenho, como é evidente, nenhum preconceito contra a bandeira, cujo culto um brasileiro técnico de futebol logrou resgatar nas barbinhas das esquerdas mais encarniçadas. Não sou daqueles que reprovam tudo quanto possa soar a serôdias evocações de tempos que se querem idos. Mas não julgo adequado que se instrumentalizem os símbolos nacionais, pondo-os na disponibilidade de criativos, mais ou menos imaginativos, que nutrirão por esses mesmos símbolos os afectos que costumamos dispensar às larvas de gafanhoto.

Do perdulário orçamento do Estado, garantem-nos, não sairá um euro para custear este folclore, embora saibamos que cada cêntimo que for gasto na paródia que vão ser as comemorações oficiais é menos um que é investido naquilo que verdadeiramente acossa os portugueses. Mas nós, povo intrépido, sempre fomos pródigos em projectos ingentes. Construímos e mantivemos um dos maiores impérios do globo… mas, como vaticinou o poeta, “outros haverão de ter o que houvermos de perder”… e não mais parámos. Continuámos na peugada da excepção e temos para exibir o maior fogareiro de castanhas do mundo, maravilhamo-nos com a maior árvore de Natal de que há memória e organizámos a maior feijoada-servida-em-tabuleiro-de-pontes-sobre-rios da história da humanidade. Um povo capaz destas façanhas não terá engenho e arte para erguer um mastro como deve ser e manter ondulante uma bandeira de dimensões consideráveis? Tem. Para isso e para muito mais.

E para ser franco, o despesismo, os absurdos, os crimes, os desvarios, as corrupções, os dislates, as traições, os disparates e os desatinos destes últimos 100 anos são tantos, e tão impressivos, que uma bandeirinha de dimensões paroquiais não conseguiria fazer justiça a todas as patifarias que a república nos concedeu. Para mim, quanto maior, melhor.

E que todos os que ponham os olhos nela se lembrem do que representa tão bem parida ideia!


(*) Nuno Pombo nasceu em Lisboa no ano de 1973. É Licenciado e Mestre em Direito, pela Universidade Católica Portuguesa, onde é assistente desde 1999 e exerce a sua actividade profissional como jurista. É Vice-presidente da direcção da Real Associação de Lisboa. Desde 2001, integrado no grupo informal “Quinta-Feira.com”, vem publicando artigos de opinião monárquica em órgãos de comunicação social, nomeadamente no Semanário e no Diário Digital.




Um milhão de euros para desfraldar bandeira nacional,
por ROBERTO BESSA MOREIRA (15 Dezembro 2009)

Câmara pretende erguer um mastro com cem metros para colocar a bandeira nacional e assinalar o centenário da República. Será quase tão alto como o monumento do Cristo-Rei ou terá mais 25 metros que a Torre dos Clérigos, no Porto. Proposta já é criticada pela elevada verba em causa.

A Câmara de Paredes vai construir um mastro com cem metros de altura. No topo será colocada uma bandeira de Portugal que, promete o edil, será a maior do País e uma das maiores do mundo. A inauguração do monumento será durante as comemorações do centenário da implantação da República Portuguesa, a 5 de Outubro do próximo ano, mas o valor do projecto - um milhão de euros - está a merecer críticas.

Todavia, para o autarca local, Celso Ferreira, as repercussões em termos de notoriedade do concelho ultrapassarão em muito a verba gasta.

A primeira vez que se ouviu falar na construção de um mastro em Paredes foi na cerimónia da tomada de posse do executivo municipal. A meio do discurso, o presidente da Câmara anunciou a criação de uma fundação para gerir a cooperação com os países de expressão portuguesa, respondendo, desta forma, àquilo que denominou de "desafios da Presidência da República e do Governo".

Fundação essa que, para além de organizar a "Conferência de doadores por Timor", ficaria responsável pela participação de Paredes nas comemorações do centenário da República Portuguesa, que incluem "a construção de um mastro e bandeira de Portugal com cem metros de altura".

À data, o anúncio passou despercebido à maioria dos vereadores, membros da Assembleia Municipal e responsáveis dos partidos da oposição e só agora é que o projecto mereceu críticas.

Isto porque no orçamento apresentado recentemente pela maioria social-democrata, a construção do mastro está orçamentada em um milhão de euros. Em comunicado, o PS/Paredes, liderado pelo assessor do primeiro-ministro Artur Penedos, afirmou, lembrando a fixação da taxa máxima permitida por lei no IMI e na derrama, que a Câmara aumenta impostos para gastar um milhão de euros na construção de um mastro para colocar a bandeira nacional.

Estas acusações são desvalorizadas por Celso Ferreira. Para o social-democrata reeleito para um segundo mandato em Outubro passado, a concretização deste monumento alusivo à implantação da República "é uma oportunidade interessante para a Câmara" e que justifica o investimento.

O mastro terá cem metros de altura, sendo 40 metros mais pequeno que a Torre Vasco da Gama, em Lisboa, mas maior do que a Torre dos Clérigos, no Porto, e quase igual ao Cristo-Rei, em Almada. Estará equipado com um sistema mecânico que manterá "a maior bandeira do País e uma das maiores do mundo" sempre desfraldada.

"Apresentámos a ideia à Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e à Presidência da República. Foi aceite e será uma das duas grandes intervenções do programa oficial das comemorações. Uma será em Lisboa e outra será em Paredes", alegou o autarca.

(Fonte: Diário de Notícias)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

MONARCHIA LVSITANA: celebrar a barbárie republicanista?

Durante 2010 a III.ª república portuguesa (descendente do país republicanista que em 1910 substituiu PORTVGAL) gastará rios de dinheiro para celebrar e comemorar um evento dramático e catastrófico que mergulhou Portugal no caos, na pobreza, no atraso, na ditadura e na guerra. Durante um ano a História da I.ª república (com seus crimes, desvarios, escândalos e tumultos) será branqueada e mitificada.


Estandarte carmim de El-Rei Dom Sebastião, o Desejado

De 1139 a 1910 PORTVGAL teve 35 Chefes de Estado (incl. os felipes de má memória). 35 monarcas em 771 anos. De 1910 a 2010 a república portuguesa teve 20 (vinte!) Chefes de Estado. 20 presidentes em 100 anos. Governos nem vale a pena contá-los. 20 Chefes de Estado teve PORTVGAL de 1139 a 1598 (incl. as 2 primeiras dinastias e o reinado do usurpador Felipe II, ou seja, 459 anos de história). A I.ª república, que durou 16 longos anos de caos político e social, teve 9 presidentes, o mesmo número de Chefes de Estado da I.ª dinastia (que durou 246 anos).



100 anos de república, 20 presidentes = anarquia + ditadura + deriva

O erário público (ou seja, os nossos impostos) pagará a factura da celebração de 16 anos de ANARQUIA/CAOS, 48 anos de DITADURA/ISOLAMENTO e 36 anos de DERIVA/IMPLOSÃO (a sequência natural desta série infernal será, inevitavelmente, ninguém duvide, a sua repetição).

No ano passado de 2009 cumpriu-se o 900.º aniversário natalício do primeiro Chefe de Estado de Portugal, El-Rei Dom Afonso I, o Fundador. Também no ano passado, o maior português de sempre, Dom Nuno Álvares Pereira, Condestável de Portugal, foi reconhecido como Santo pela Igreja Católica. Foram eventos que transcenderam todas as orientações políticas e religiosas. Onde o júbilo nacional? onde as celebrações faustosas? onde as iniciativas comemorativas? onde a homenagem pública a dois grandes portugueses a quem Portugal deve crucialmente a Sua existência?

Quando me falam da I.ª república (e vamos já em pelo menos três, qual delas a pior) penso apenas em duas coisas:

o bombardeamento do Palácio das Necessidades pelos cruzadores “Adamastor” e “São Rafael” numa tentativa bárbara de assassinar a Família Real (alguém consegue imaginar isto hoje e celebrar tal coisa, dois navios de guerra fundeados no Tejo a dispararem morteiros sobre a residência do Chefe de Estado de Portugal?);

o nome do Nosso País (PORTVGAL), que em 5 de Outubro de 1910 foi suprimido. Obliterado. Não vivemos em Portugal, vivemos na (apagada e vil tristeza da) república portuguesa. Não temos nome, nem rumo, nem identidade, enquanto estado soberano, desde 1910.

Estes dois simples factos consubstanciam suficientemente, penso, o carácter anti-nacional do republicanismo jacobino e liberal.


Viva o Rei!

António Emiliano (*)

Post notam: Participei ontem (17 Fev) num debate sobre “A república: lugar da utopia?” com a participação Fernando Rosas (professor catedrático de História na FCSH/UNL, meu distinto colega), moderado por Carlos Pinto Coelho (com quem é sempre um prazer estar e conversar) na Biblioteca Municipal de Oeiras. Sobre o debate pouco tenho a dizer de interessante. Fernando Rosas é um orador brilhante e um insigne historiador e, por razões que nos escapam aos dois, fomos, aparentemente, convidados para dois eventos distintos, não para aquele que ontem teve lugar. Rosas deu uma visão objectiva (de historiador que domina perfeitamente as fontes e os factos) da génese da I.ª República e das razões do seu falhanço. Optei por discutir o conceito de utopia (coisa arrepiante quando aplicada à vida dos povos de das nações) enquanto expressão de uma visão pessimista da natureza humana, logo, das sociedades humanas, e por afirmar a necessidade de um Chefe de Estado em Portugal cujo particularismo (ou interesse pessoal) coincida plenamente com o Interesse Nacional. No meu entender tal só é possível numa monarquia hereditária. De resto, lembro-me de que estava (muito) constipado e muito anti-histaminizado e de que houve um cretino que me perguntou se eu não me sentiria melhor com um cachecol azul ao pescoço do que com o cachecol cor-de-laranja que levava (Paul&Shark, acrescento, de lã e caxemira — será que estes cromos pensam que as cores do espectro são marcas registadas de partidos/ideologia políticas?); rosnei-lhe apenas se queria saber também qual era a cor da minha roupa interior (não tenho obviamente futuro na política). Bom, lá estive, como cidadão forçado da república portuguesa, cumprindo o melhor que podia o ingrato dever de debater o que deveria ser indebatível: todas as utopias transformadas em ideologias geram quantidades ingentes de sofrimento humano, ruína, ditadura, pobreza, guerra e caos. Todas acabam com uma herança terrível que leva gerações a superar. O brilhantismo científico de Fernando Rosas mostrou isso de forma clara. Os crimes e desmandos das 3 repúblicas portuguesas estão à vista de todos e é evidente para outros que precisamos de uma mudança de paradigma, ao nível espiritual e intelectual, municipal, parlamentar e da chefia do Estado.


(*) ANTÓNIO EMILIANO (António Henrique de Figueiredo Pedro de Albuquerque Emiliano) nasceu em 1959. Tem dois filhos e uma enteada, é casado, e vive em Lisboa. Membro do Conselho Monárquico da Causa Real. Membro cooperador (não praticante) da Sociedade Portuguesa de Autores, sócio fundador da Associação Portuguesa de Linguística e membro do Conselho Editorial de BABEL. Professor de Linguística da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona desde 1984. Desenvolveu actividade musical continuada até 1996. Interrompeu-a para se dedicar à docência e investigação. Retomou-a em 2005 por razões de saúde. Autor de, entre outras coisas totalmente irrelevantes, ‘Foi você que pediu um acordo ortográfico?’ e ‘O Fim da Ortografia’ (Guimarães Eds., 2008), ‘Fonética do Português Europeu’ (Guimarães Eds., 2009), ‘Apologia do Desacordo Ortográfico’ (Verbo, BABEL, 2010). Co-autor e 2.º signatário da petição Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico (120.000+ assinaturas).


Fazedor de música cénica e ambiências musicais híbridas com instrumentos e plataformas digitais, desde 1985.

Embaixador Roland (Roland Systems Group/Roland Iberia), no âmbito do Programa Roland para a Co-Criação de Valor (Roland Value Co-Creation Programme).
 
(Fonte: Facebook)