quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"QUANTO MAIOR, MELHOR", por Nuno Pombo (*)

Ficámos a conhecer, há dias, o projecto com que Paredes pretende contribuir para o centenário da república. Paredes propõe-se gastar um milhão de euros na construção de um gigantesco mastro, na ponta do qual sugere seja desfraldada uma também desmesurada bandeira.

Não tenho, como é evidente, nenhum preconceito contra a bandeira, cujo culto um brasileiro técnico de futebol logrou resgatar nas barbinhas das esquerdas mais encarniçadas. Não sou daqueles que reprovam tudo quanto possa soar a serôdias evocações de tempos que se querem idos. Mas não julgo adequado que se instrumentalizem os símbolos nacionais, pondo-os na disponibilidade de criativos, mais ou menos imaginativos, que nutrirão por esses mesmos símbolos os afectos que costumamos dispensar às larvas de gafanhoto.

Do perdulário orçamento do Estado, garantem-nos, não sairá um euro para custear este folclore, embora saibamos que cada cêntimo que for gasto na paródia que vão ser as comemorações oficiais é menos um que é investido naquilo que verdadeiramente acossa os portugueses. Mas nós, povo intrépido, sempre fomos pródigos em projectos ingentes. Construímos e mantivemos um dos maiores impérios do globo… mas, como vaticinou o poeta, “outros haverão de ter o que houvermos de perder”… e não mais parámos. Continuámos na peugada da excepção e temos para exibir o maior fogareiro de castanhas do mundo, maravilhamo-nos com a maior árvore de Natal de que há memória e organizámos a maior feijoada-servida-em-tabuleiro-de-pontes-sobre-rios da história da humanidade. Um povo capaz destas façanhas não terá engenho e arte para erguer um mastro como deve ser e manter ondulante uma bandeira de dimensões consideráveis? Tem. Para isso e para muito mais.

E para ser franco, o despesismo, os absurdos, os crimes, os desvarios, as corrupções, os dislates, as traições, os disparates e os desatinos destes últimos 100 anos são tantos, e tão impressivos, que uma bandeirinha de dimensões paroquiais não conseguiria fazer justiça a todas as patifarias que a república nos concedeu. Para mim, quanto maior, melhor.

E que todos os que ponham os olhos nela se lembrem do que representa tão bem parida ideia!


(*) Nuno Pombo nasceu em Lisboa no ano de 1973. É Licenciado e Mestre em Direito, pela Universidade Católica Portuguesa, onde é assistente desde 1999 e exerce a sua actividade profissional como jurista. É Vice-presidente da direcção da Real Associação de Lisboa. Desde 2001, integrado no grupo informal “Quinta-Feira.com”, vem publicando artigos de opinião monárquica em órgãos de comunicação social, nomeadamente no Semanário e no Diário Digital.




Um milhão de euros para desfraldar bandeira nacional,
por ROBERTO BESSA MOREIRA (15 Dezembro 2009)

Câmara pretende erguer um mastro com cem metros para colocar a bandeira nacional e assinalar o centenário da República. Será quase tão alto como o monumento do Cristo-Rei ou terá mais 25 metros que a Torre dos Clérigos, no Porto. Proposta já é criticada pela elevada verba em causa.

A Câmara de Paredes vai construir um mastro com cem metros de altura. No topo será colocada uma bandeira de Portugal que, promete o edil, será a maior do País e uma das maiores do mundo. A inauguração do monumento será durante as comemorações do centenário da implantação da República Portuguesa, a 5 de Outubro do próximo ano, mas o valor do projecto - um milhão de euros - está a merecer críticas.

Todavia, para o autarca local, Celso Ferreira, as repercussões em termos de notoriedade do concelho ultrapassarão em muito a verba gasta.

A primeira vez que se ouviu falar na construção de um mastro em Paredes foi na cerimónia da tomada de posse do executivo municipal. A meio do discurso, o presidente da Câmara anunciou a criação de uma fundação para gerir a cooperação com os países de expressão portuguesa, respondendo, desta forma, àquilo que denominou de "desafios da Presidência da República e do Governo".

Fundação essa que, para além de organizar a "Conferência de doadores por Timor", ficaria responsável pela participação de Paredes nas comemorações do centenário da República Portuguesa, que incluem "a construção de um mastro e bandeira de Portugal com cem metros de altura".

À data, o anúncio passou despercebido à maioria dos vereadores, membros da Assembleia Municipal e responsáveis dos partidos da oposição e só agora é que o projecto mereceu críticas.

Isto porque no orçamento apresentado recentemente pela maioria social-democrata, a construção do mastro está orçamentada em um milhão de euros. Em comunicado, o PS/Paredes, liderado pelo assessor do primeiro-ministro Artur Penedos, afirmou, lembrando a fixação da taxa máxima permitida por lei no IMI e na derrama, que a Câmara aumenta impostos para gastar um milhão de euros na construção de um mastro para colocar a bandeira nacional.

Estas acusações são desvalorizadas por Celso Ferreira. Para o social-democrata reeleito para um segundo mandato em Outubro passado, a concretização deste monumento alusivo à implantação da República "é uma oportunidade interessante para a Câmara" e que justifica o investimento.

O mastro terá cem metros de altura, sendo 40 metros mais pequeno que a Torre Vasco da Gama, em Lisboa, mas maior do que a Torre dos Clérigos, no Porto, e quase igual ao Cristo-Rei, em Almada. Estará equipado com um sistema mecânico que manterá "a maior bandeira do País e uma das maiores do mundo" sempre desfraldada.

"Apresentámos a ideia à Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e à Presidência da República. Foi aceite e será uma das duas grandes intervenções do programa oficial das comemorações. Uma será em Lisboa e outra será em Paredes", alegou o autarca.

(Fonte: Diário de Notícias)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

MONARCHIA LVSITANA: celebrar a barbárie republicanista?

Durante 2010 a III.ª república portuguesa (descendente do país republicanista que em 1910 substituiu PORTVGAL) gastará rios de dinheiro para celebrar e comemorar um evento dramático e catastrófico que mergulhou Portugal no caos, na pobreza, no atraso, na ditadura e na guerra. Durante um ano a História da I.ª república (com seus crimes, desvarios, escândalos e tumultos) será branqueada e mitificada.


Estandarte carmim de El-Rei Dom Sebastião, o Desejado

De 1139 a 1910 PORTVGAL teve 35 Chefes de Estado (incl. os felipes de má memória). 35 monarcas em 771 anos. De 1910 a 2010 a república portuguesa teve 20 (vinte!) Chefes de Estado. 20 presidentes em 100 anos. Governos nem vale a pena contá-los. 20 Chefes de Estado teve PORTVGAL de 1139 a 1598 (incl. as 2 primeiras dinastias e o reinado do usurpador Felipe II, ou seja, 459 anos de história). A I.ª república, que durou 16 longos anos de caos político e social, teve 9 presidentes, o mesmo número de Chefes de Estado da I.ª dinastia (que durou 246 anos).



100 anos de república, 20 presidentes = anarquia + ditadura + deriva

O erário público (ou seja, os nossos impostos) pagará a factura da celebração de 16 anos de ANARQUIA/CAOS, 48 anos de DITADURA/ISOLAMENTO e 36 anos de DERIVA/IMPLOSÃO (a sequência natural desta série infernal será, inevitavelmente, ninguém duvide, a sua repetição).

No ano passado de 2009 cumpriu-se o 900.º aniversário natalício do primeiro Chefe de Estado de Portugal, El-Rei Dom Afonso I, o Fundador. Também no ano passado, o maior português de sempre, Dom Nuno Álvares Pereira, Condestável de Portugal, foi reconhecido como Santo pela Igreja Católica. Foram eventos que transcenderam todas as orientações políticas e religiosas. Onde o júbilo nacional? onde as celebrações faustosas? onde as iniciativas comemorativas? onde a homenagem pública a dois grandes portugueses a quem Portugal deve crucialmente a Sua existência?

Quando me falam da I.ª república (e vamos já em pelo menos três, qual delas a pior) penso apenas em duas coisas:

o bombardeamento do Palácio das Necessidades pelos cruzadores “Adamastor” e “São Rafael” numa tentativa bárbara de assassinar a Família Real (alguém consegue imaginar isto hoje e celebrar tal coisa, dois navios de guerra fundeados no Tejo a dispararem morteiros sobre a residência do Chefe de Estado de Portugal?);

o nome do Nosso País (PORTVGAL), que em 5 de Outubro de 1910 foi suprimido. Obliterado. Não vivemos em Portugal, vivemos na (apagada e vil tristeza da) república portuguesa. Não temos nome, nem rumo, nem identidade, enquanto estado soberano, desde 1910.

Estes dois simples factos consubstanciam suficientemente, penso, o carácter anti-nacional do republicanismo jacobino e liberal.


Viva o Rei!

António Emiliano (*)

Post notam: Participei ontem (17 Fev) num debate sobre “A república: lugar da utopia?” com a participação Fernando Rosas (professor catedrático de História na FCSH/UNL, meu distinto colega), moderado por Carlos Pinto Coelho (com quem é sempre um prazer estar e conversar) na Biblioteca Municipal de Oeiras. Sobre o debate pouco tenho a dizer de interessante. Fernando Rosas é um orador brilhante e um insigne historiador e, por razões que nos escapam aos dois, fomos, aparentemente, convidados para dois eventos distintos, não para aquele que ontem teve lugar. Rosas deu uma visão objectiva (de historiador que domina perfeitamente as fontes e os factos) da génese da I.ª República e das razões do seu falhanço. Optei por discutir o conceito de utopia (coisa arrepiante quando aplicada à vida dos povos de das nações) enquanto expressão de uma visão pessimista da natureza humana, logo, das sociedades humanas, e por afirmar a necessidade de um Chefe de Estado em Portugal cujo particularismo (ou interesse pessoal) coincida plenamente com o Interesse Nacional. No meu entender tal só é possível numa monarquia hereditária. De resto, lembro-me de que estava (muito) constipado e muito anti-histaminizado e de que houve um cretino que me perguntou se eu não me sentiria melhor com um cachecol azul ao pescoço do que com o cachecol cor-de-laranja que levava (Paul&Shark, acrescento, de lã e caxemira — será que estes cromos pensam que as cores do espectro são marcas registadas de partidos/ideologia políticas?); rosnei-lhe apenas se queria saber também qual era a cor da minha roupa interior (não tenho obviamente futuro na política). Bom, lá estive, como cidadão forçado da república portuguesa, cumprindo o melhor que podia o ingrato dever de debater o que deveria ser indebatível: todas as utopias transformadas em ideologias geram quantidades ingentes de sofrimento humano, ruína, ditadura, pobreza, guerra e caos. Todas acabam com uma herança terrível que leva gerações a superar. O brilhantismo científico de Fernando Rosas mostrou isso de forma clara. Os crimes e desmandos das 3 repúblicas portuguesas estão à vista de todos e é evidente para outros que precisamos de uma mudança de paradigma, ao nível espiritual e intelectual, municipal, parlamentar e da chefia do Estado.


(*) ANTÓNIO EMILIANO (António Henrique de Figueiredo Pedro de Albuquerque Emiliano) nasceu em 1959. Tem dois filhos e uma enteada, é casado, e vive em Lisboa. Membro do Conselho Monárquico da Causa Real. Membro cooperador (não praticante) da Sociedade Portuguesa de Autores, sócio fundador da Associação Portuguesa de Linguística e membro do Conselho Editorial de BABEL. Professor de Linguística da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona desde 1984. Desenvolveu actividade musical continuada até 1996. Interrompeu-a para se dedicar à docência e investigação. Retomou-a em 2005 por razões de saúde. Autor de, entre outras coisas totalmente irrelevantes, ‘Foi você que pediu um acordo ortográfico?’ e ‘O Fim da Ortografia’ (Guimarães Eds., 2008), ‘Fonética do Português Europeu’ (Guimarães Eds., 2009), ‘Apologia do Desacordo Ortográfico’ (Verbo, BABEL, 2010). Co-autor e 2.º signatário da petição Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico (120.000+ assinaturas).


Fazedor de música cénica e ambiências musicais híbridas com instrumentos e plataformas digitais, desde 1985.

Embaixador Roland (Roland Systems Group/Roland Iberia), no âmbito do Programa Roland para a Co-Criação de Valor (Roland Value Co-Creation Programme).
 
(Fonte: Facebook)

PARTICIPAÇÃO DA CASA REAL PORTUGUESA

S.A.I.R., A Arquiduquesa Regina de Habsburgo
S.A.S., O Principe Alexis de Windisch Graetz

Suas Altezas Reais os Duques de Bragança participam os recentes falecimentos de S.A.I.R., A Arquiduquesa Regina von Habsburg, e S.A.S., O Príncipe Alexis von Windisch Graetz. Celebra-se Missa em sufrágio no próximo dia 26 de Fevereiro, às 19H00, na Igreja da Encarnação (Chiado).


(Fonte: Blogue Família Real Portuguesa)

A PALAVRA AO REI


A palavra ao Rei

O que nos faz falta
Alguém, que diga em voz alta
O que ansiamos todos ouvir.
Uma voz desgarrada,
Desta cinzenta carneirada,
Que nos leve de novo a sentir.

A sentir que somos um povo,
A sentir orgulho de novo,
Que existe ainda Portugal.
Uma voz determinada,
Que seja o símbolo afinal,
Da mudança por todos desejada.

Não pode ser uma voz qualquer,
Não basta falar, não basta escrever,
É preciso que tenha toda a credibilidade.
Só uma Voz, esse discurso pode fazer,
A Voz símbolo da nossa nacionalidade,
Da nossa vontade e do nosso querer.

Que se levante então essa voz.
Ela está latente e no meio de nós.
Ela precisa da nossa motivação,
Ela precisa de sentir em nós confiança,
Demonstremos-lhe isso sem hesitação,
Fale ao povo, D. Duarte de Bragança.

Diga o que sente,
Diga que está presente,
Afirme a sua vontade e determinação,
Dê-nos também essa confiança,
Afirme a sua indiscutível vocação,
Ser a Voz, a mensagem de esperança.

Fale em nome de seus avós,
Suscite a emoção em todos nós,
Suscite o orgulho e a paixão.
Eleve bem alto a sua voz,
Voz que será determinante, essencial,
Que fará renascer no povo a motivação,
Que fará encontrar de novo Portugal.

José J. Lima Monteiro Andrade

(Fonte: Blogue Desafio de Mudança)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A QUESTÃO DO REGIME EM PORTUGAL pelo General Carlos de Azeredo(*)

 Poderá parecer despropositado levantar a questão do regime em Portugal, numa época em que se aproxima o centenário da imposição de República, mas a realidade dos factos que temos vivido desde 1910 até aos dias de hoje obriga-nos a reconhecer que o fim sangrento de uma Monarquia de quási oito séculos e a imposição violenta de um regime que nada tinha a ver com as nossas tradições e fundado sobre o sangue de um Rei e de um Príncipe, vítimas de assassinatos covardes, factos estes, nunca antes ocorridos na longa existência do Reino de Portugal, constituem razões de sobra para que se possa fazer uma análise, a que a distância no tempo permite já uma abordagem isenta e serena.

1 - Antes do mais , é necessário recordar que o Estado-Nação Português é dos mais antigos da Europa, com tradições plurisseculares, de aceitação plena dos seus Reis e que constituía uma das mais antigas monarquias da Europa.

2 - A única vez que a mão de um popular se levantou perante um Rei, aconteceu na 1ª Dinastia, com o D. Afonso IV, quando um tanoeiro prendeu nas mão as cambas do freio do cavalo que o jovem Rei montava, ao sair do Paço para mais uma caçada diária e lhe disse : Senhor Rei, assim não ! e o Rei deu volta à sua montada e regressou ao Paço a tratar da governação do Reino.

3 - Sempre existiu a maior ligação entre a instituição Real e o Povo Português e era vulgar encontrar-se em casas da província, desde que se vulgarizou a fotografia, imagens do Rei ou da Família Real, - De Presidentes , nunca vi nenhuma.

4 - Quando na fatídica batalha de Alcácer el Kibir morreu o jovem Rei D. Sebastião, foi a lenda do seu regresso numa manhã de nevoeiro, que manteve a ideia-esperança, entre os Portugueses, de voltarem a ter um Rei Natural , isto é, um Rei Português, que afastasse do Trono a dinastia dos Áustrias e nos libertasse do domínio Castelhano.

5 – Até mesmo nos últimos anos da Monarquia, a Família Real, quando se deslocava a qualquer parte de Portugal, fosse nas Ilhas, fosse no continente, era recebida com um afectivo entusiasmo, pelos grandes e pelo povo simples das comunidades locais.

6 – Sendo tudo o que acima se afirma, realidades indesmentíveis da História, convém relembrar como uma minoria republicana, que não contava mais que 7 (sete) representantes no conjunto de mais de 200 deputados nas Cortes, numa situação de uma quase total liberdade de opiniões que chegava a permitir o insulto e o enxovalho da Família Real, conseguiu, pela violência e pelo assassínio, destruir um regime legitimado por séculos de História, pela Vontade dos Portugueses e pela Legalidade Constitucional .

7 – Também é oportuno relembrar que num Portugal tranquilo , que respeitava a Família Real, que levava uma vida laboriosa, no ambiente rural da província, ou nas cidades e vilas do interior, Lisboa era a incrível excepção, onde fervilhavam umas dezenas de “lojas” clandestinas de carbonários, de anarquistas, de maçons, de bombistas, onde no Parlamento, se assistia a uma autêntica dança das cadeiras partidárias num mero e estéril exercício de rotatividade, onde em várias casas da cidade, se fabricavam bombas explosivas ou se conspirava contra o Poder legítimo, cidade em cuja imprensa de vários jornais ou em simples panfletos, se praticava exercício abusivo da liberdade de opinião, onde abertamente se insultava a Família Real e se proclamava a necessidade de matar o Rei.

8 - Pode, com verdade , afirmar-se que Lisboa, alheada do resto do País em termos políticos, foi o berço revolucionário e sangrento do regime republicano que, segundo os factos, desde Outubro de 1910 até hoje, não assentou bem nas características de uma velha Monarquia, que era Portugal, tal como se vestissem uma senhora de muita idade com roupagens de uma rapariga de 15 anos .

9 – Aliás, a Primeira República imposta aos Portugueses por uma minoria, que para tal se serviu da violência e do assassínio, de bombistas, de carbonários, de anarquistas implicados em mortes para calarem possíveis depoimentos comprometedores ou em obediência a ordens saídas das lojas secretas, revolucionários, que encetavam golpes armados, na rua, uns a seguir a outros, ou assassinavam os políticos e presidentes que lhes desagradavam, uma minoria que não passava de uma escumalha política a que se juntaram alguns monárquicos que apenas pretendiam “o Poder pelo Poder”, como terá dito o nefasto vira-casacas José Maria Alpoim, a Primeira República, como dizíamos, nunca foi apoiada pelo esmagadora maioria dos Portugueses, e foi construída em Lisboa, à revelia do resto da Nação e sobre o duplo crime do assassínio.

10 - Toda esta desordem veio, postumamente, dar plena razão ao gesto patriótico e constitucionalmente legítimo do desventurado Rei D. Carlos, ao chamar João Franco para chefiar o Governo e tentar pôr ordem na administração do Estado. O Rei sabia bem da qualidade da maioria dos políticos de pacotilha que tinha, alheados da realidade e necessidades de Portugal e apenas orientados para uma maior fatia do Poder e de riqueza.

11 - Não está fora do sentido o movimento de Maio de 1926, quando comparado, na sua génese, com as intenções do Rei D. Carlos Apenas ao regime do Estado Novo, que foi instaurado para sanear a desordem da 1ª República, faltou um dirigente respeitador de liberdade de opinião, que soubesse governar ouvindo atento a opinião alheia a respeito do seu projecto político, e que mantivesse uma abertura livre, mas isenta, a todas as correntes partidárias, o que só é verdadeiramente possível na Instituição Real, em que o Chefe do Estado não depende de qualquer partido, mas constitui um factor de continuidade e permanência só interrompidas pelos limites da vida humana.

12 - Mas deixando o que é do passado, mesmo sendo não só importante, mas também imprescindível para a construção do futuro, olhemos um pouco para a actualidade, para o tempo que nos foi dado para viver e comparemos as Monarquias com as Repúblicas europeias, e teremos de concordar que as virtudes do civismo, da cultura, do desenvolvimento, do bem estar social, são mais visíveis e seguras entre os Reinos europeus que entre os estados Republicanos.

13 - E se olharmos aos aspectos económicos, isto é, à despesa pública que acaba fatalmente por pesar sobre o cidadão , no que se refere aos dois regimes, de que estamos a tratar, é sabido que os contribuintes de Portugal, pequeno País e de recursos limitados, gastam cerca de mais 40% com a Presidência da República, do que se gasta em Espanha com a Casa Real e além desta diferença bastante pesada, lembro que neste momento sustentamos já 3 ex-Presidentes e mais o Presidente em funções, o que soma 4 Chefes do Estado com a maior parte das mordomias do exercício pleno das suas antigas funções, tais como automóvel condigno, condutor, secretárias com duas e quatro pernas, gabinetes pessoais com telefones , seguranças, vencimento etc. E como, graças a Deus estão todos de boa saúde, de quatro ainda poderemos passar a pagar a 5 ou 6 ! Ora eu não sou contra o facto de um ex Chefe de Estado usufruir dessas regalias, o que acho pernicioso é o regime que implica fatalmente tal actual situação. Ora em Monarquia só há um Rei (Rei morto, Rei posto !) sem as caríssimas campanhas eleitorais para a Presidência da República, que ciclicamente custam fortunas ao nosso limitado erário público. Um Rei chega naturalmente ao Trono com uma total independência em relação aos Partidos políticos, ou aos magnates do capital, aspecto importantíssimo, muito dificilmente conseguido, se não impossível, em república, onde os candidatos dependem da escolha e apoio partidários.

14 - Isto é, em Monarquia só há , e sem hiatos, um só Chefe de Estado que é o Rei. Quanto à Família Real, a sua manutenção digna, custará sensivelmente o mesmo que a das famílias dos Presidentes que, creio, vivem materialmente também com dignidade.

15 - Há dias, na nossa Televisão um Senhor que foi apresentado como pertencente a uma dessas “lojas” secretas, adiantava que na cúpula da Monarquia faltava a excelência do princípio electivo, esquecido que a maior parte das realidades fundamentais da personalidade humana - O Pai, a Mãe, os Irmãos, a herança genética, dons naturais, a nacionalidade, a língua materna, a cor dos olhos ou do cabelo, o local e data do nascimento, etc.,etc. não são elegíveis, mas tão somente impostos naturalmente e julgo que a maioria esmagadora dos filhos amam os pais, a sua terra, a sua língua, etc. É que o Rei e a restante Família Real configuram ao mais alto nível a realidade fundamental da Família, realidade profundamente ancorada na personalidade do Ser Humano e indiscutível alicerce de uma comunidade social.

16 – Os Presidentes das repúblicas não passam mais que uma ou duas legislaturas no seu cargo, para logo passarem à história; Os Reis naturalmente marcam uma época, convivem com uma ou duas gerações, e mesmo em alguns casos marcam uma cultura ou um estilo em muitas realidades nacionais. De certo modo, os Reis marcam como que balizas na nossa História.

17 - Os Portugueses em 1140, em 1385 e em 1640, ao escolherem a monarquia sabiam perfeitamente que o princípio da hereditariedade era o principal argumento que marcava a sucessão real, e se assim escolheram e aceitarem livremente, não se pode aludir falta de democracia no regime monárquico.

18 - Aliás a Democracia primou na Europa em monarquias antes de se estabelecer nos mais estados, republicanos . Mas mesmo no nosso caso, os Reis eram eleitos por aclamação, nas Cortes, que constituíam a máxima e legítima representação democrática do Povo Português.

19 - Argumentam alguns : O Príncipe herdeiro pode ser mentalmente ou fisicamente incapaz: mas geralmente nas monarquias é estabelecida uma linha de Sucessão, normalmente dentro da própria Família Real, constituída por personalidades aptas a substituir um herdeiro ou um rei incapacitados. Assim aconteceu com os nossos Reis D. Sancho II e D. Afonso VI substituídos pelos irmãos, respectivamente os Reis, cujos cognomes foram o de Bolonhês e o de Pacífico.

20 - Também é de notar que, na Europa, durante o século XX, os piores, os mais desumanos e criminosamente opressivos regimes da História Universal aconteceram em duas repúblicas, e vitimaram no seu conjunto cerca de vinte milhões de seres humanos: Na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e países dependentes, e na República Nacional Socialista ou Nazi, da Alemanha de Hitler.

21 - Lembro que nas histórias e contos, que atravessaram várias gerações até à na nossa meninice, os heróis eram reis, princesas ou príncipes encantados, e dos Estados Unidos, que nunca foram uma monarquia, chegaram-nos filmes que nunca hão de desaparecer, como a Cinderela, a Branca de Neve e os Sete Anões, ou a Bela e o Monstro, a Gata Borralheira, etc. O que nunca verei certamente, nem nunca encantará a imaginação de qualquer criança, será uma possível história de um Brito Camacho , ou de um outro presidente de uma República qualquer, a quebrar o encantamento de uma jovem pioneira republicana de barrete frígio enterrado na cabeça.

22 - A existência de um Rei e da sua Família Real é um facto tão naturalmente necessário que, se inicialmente as repúblicas seguiam à risca a norma da maior parte das respectivas constituições, onde, oficialmente, família do presidente não é contemplada (excepto nos E.U.A. onde a Mulher está oficialmente junto do Presidente na cerimónia do juramento da posse), aparecendo o Presidente quase sempre sem familiares, salvo em visitas de estado a países monárquicos, por razões de protocolo. A verdade é que a partir do Presidente Craveiro Lopes, as esposas dos presidentes tornaram-se cada vez mais presentes na vida pública, até ao ponto de termos visto o actual Presidente entrar com a Família no Palácio de Belém, o que demonstra a mais valia da presença da Família junto à chefia do estado. Isto é, entre nós , assistiu-se aos insultos e insinuações caluniosas, por parte dos inimigos da Monarquia, contra a Rainha Dona Amélia e à tentativa de liquidação de toda a Família Real, de que resultou a morte do Rei, do Príncipe Herdeiro e o ferimento do Rei D. Manuel II , para anos depois o regime que, revolucionariamente, foi imposto pelos inimigos declarados da Família Real, acabar por aceitar na vida pública a presença da Família Presidencial . Esta é a prova insofismável da excelência e das raízes profundamente humanas da necessidade de uma Família Real no vértice da organização do Estado.

23 - Também, no que se refere à extinção das soberanias nacionais, perante a projectada União Europeia, a atitude das Monarquias foi na sua maior parte diferente da atitude das Repúblicas, o que pode denotar, da parte das primeiras uma maior valoração da História e do sentimento Pátrio, em relação às segundas. E perante uma projectada União Europeia, que, como união de Estados, deveria atribuir um voto a cada Estado, assistimos à desfiguração para uma união de cidadãos, com claro favorecimento para os países maiores e nefasto prejuízo para os mais pequenos, como o nosso, que sem peso específico, quer populacional, quer económico, tenderão fatalmente a dissolver-se, e a desaparecer.

Mais uma razão que torna para nós necessário, se não vital, o regresso ao regime Monárquico, que criou e engrandeceu, durante séculos o nosso PORTUGAL .

Porto, 20 de Abril de 2008
Carlos de Azeredo
General

(Fonte: Sítio da Real Associação de Trás-os-Montes e Alto Douro)


(*) Carlos de Azeredo, de seu nome completo Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo e Leme (nascido em 4 de Outubro de 1930) é um general do Exército Português. Monárquico, participou activamente no 25 de Abril de 1974.

Foi Comandante da Região Militar do Norte e Chefe da Casa Militar do Presidente Mário Soares. Foi candidato à Presidência da Câmara Municipal do Porto nas eleições autárquicas de 1997 à frente de uma coligação entre o PSD e o CDS-PP, tendo sido derrotado por Fernando Gomes.

(Fonte: Wikipedia)

SOLIDARIEDADE COM A MADEIRA

Inesperadamente, abateu-se sobre a Região Autónoma da Madeira uma enorme tragédia, que abalou todos os portugueses.

Nós, da Real Associação da Beira Litoral, queremos apresentar aos familiares de todos os que pereceram as nossas condolências e a todos os Madeirenses o nosso pesar pelas nefastas consequências de tão forte intempérie, que é envolto de votos de que seja ainda mais forte o ânimo de retomar com redobrado vigor o futuro.

Deixamos ainda à Real Associação da Madeira, que representa a Causa Real na região, uma mensagem de solidariedade neste momento tão difícil.

Coragem amigos! Deus esteja convosco!

Fábio Reis Fernandes
Presidente da direcção
Real Associação da Beira Litoral