quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O QUE PENSAVA FERNANDO PESSOA DA REPÚBLICA…

… Não é algo que, compreensivelmente, costume ser reproduzido pelas instituições políticas e culturais (incluindo a «casa» que tem o seu nome) de um regime que, no último século, também o consagrou – justamente – como o mais importante, o mais influente escritor da modernidade portuguesa. Porém, um dia depois do começo da «celebração» (sem vergonha) dos cem anos em que a Monarquia – maioritariamente democrática – foi derrubada pela República – fundamentalmente ditatorial – sob apelos (sim, fascizantes) de «união nacional», e no dia em que passa mais um ano sobre o duplo homicídio que outro tipo de celerados insiste em festejar, convém recordar as certeiras palavras do poeta.

O observador imparcial chega a uma conclusão inevitável: o país estaria preparado para a anarquia; para a República é que não estava. Grandes são as virtudes (de) coesão nacional e de brandura particular do povo português para que essa anarquia que está nas almas não tenha nunca verdadeiramente transbordado para as coisas!

Bandidos da pior espécie (muitas vezes, pessoalmente, bons rapazes e bons amigos – porque estas contradições, que aliás o não são, existem na vida), gatunos com seu quanto de ideal verdadeiro, anarquistas-natos com grandes patriotismos íntimos, de tudo isto vimos na açorda falsa que se seguiu à implantação do regime a que, por contraste com a Monarquia que o precedera, se decidiu chamar República.

A Monarquia havia abusado das ditaduras; os republicanos passaram a legislar em ditadura, fazendo em ditadura as suas leis mais importantes, e nunca as submetendo a cortes constituintes, ou a qualquer espécie de cortes. A lei do divórcio, as leis de família, a lei de separação da Igreja do Estado — todas foram decretos ditatoriais, todas permanecem hoje, e ainda, decretos ditatoriais.

A Monarquia havia desperdiçado, estúpida e imoralmente, os dinheiros públicos. O país, disse Dias Ferreira, era governado por quadrilhas de ladrões. E a República que veio multiplicou por qualquer coisa – concedamos generosamente que foi só por dois (e basta) – os escândalos financeiros da Monarquia.

A Monarquia, desagradando à Nação, e não saindo espontaneamente, criara um estado revolucionário. A República veio e criou dois ou três estados revolucionários. No tempo da Monarquia, estava ela, a Monarquia, de um lado; do outro estavam, juntos, de simples republicanos a anarquistas, os revolucionários todos. Sobrevinda a República, passaram a ser os republicanos revolucionários entre si, e os monárquicos depostos passaram a ser revolucionários também. A Monarquia não conseguira resolver o problema da ordem; a República instituiu a desordem múltipla.

É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da República? Não melhorámos em administração financeira , não melhorámos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na Monarquia era possível insultar por escrito impresso o Rei; na República não era possível, porque era perigoso insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa.

O sociólogo pode reconhecer que a vinda da República teve a vantagem de anarquizar o país, de o encher de intranquilidade permanente, e estas coisas podem designar-se como vantagens porque, quebrando a estagnação, podem preparar qualquer reacção que produza uma causa mais alta e melhor. Mas nem os republicanos pretendiam este resultado nem ele pode surgir senão como reacção contra eles.

E o regime está, na verdade, expresso naquele ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados morais, nos serve de bandeira nacional – trapo contrário à heráldica e à estética porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicanismo português – o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que por direito mental devem alimentar-se.

Este regime é uma conspurcação espiritual. A Monarquia, ainda que má, tem ao menos de seu o ser decorativa. Será pouco socialmente, será nada nacionalmente. Mas é alguma coisa em comparação com o nada absoluto que a República veio (a) ser.

(Fonte : http://esquinas.org/blog/2010/02/01/o-que-pensava-fernando-pessoa-da-republica/)


D.Afonso de Bragança

 O Desejado

Onde quer que, entre sombras e dizeres,
Jazas, remoto, sente-te sonhado,
E ergue-te do fundo de não-seres
Para teu novo fado!
Vem, Galaaz com pátria, erguer de novo,
Mas já no auge da suprema prova,
A alma penitente do teu povo
À Eucharistia Nova.
Mestre da Paz, ergue teu gládio ungido,
Excalibur do Fim, em geito tal
Que sua Luz ao mundo dividido
Revele o Santo Gral!

Fernando Pessoa

FATHER FIGURE

Entre os devaneios do estudo para uma cadeira e o esboço de um projecto monárquico a iniciar, já este semestre, entre a camada académica da Universidade do Porto (é segredo), o tempo destinado a escrevinhar umas coisinhas aqui no Estado Sentido (ES, é-ésse) vai rareando.

Algo que me pareceu merecer alguma notoriedade foi uma duvida que me atormentava - já ia para umas poucas semanas - e que me assustava, pois era uma falha de argumentação que me parecia facilmente detectável por presumíveis oponentes num debate Monarquia-República (penso que já estamos todos um pouco cansados disso, é verdade).

Um dos argumentos mais usados pelos monárquicos a favor da Monarquia é a figura paternal do Rei, a sua distância das lutas interinas dos partidos, e o seu imparcial interesse pela coisa pública (poderá haver, de facto, algo como um interesse imparcial? e sendo possível, poderá sê-lo pelas complexas coisas da res publica? - outras discussões, outros debates).

Imagino que um republicano e democrata (este democrata é aristoteliano, descansem monárquicos da democracia directa) poderia magoar profundamente a minha causa ao relatar as figuras paternais dos regimes autoritários, ou pior, totalitários.

Depois de ler algumas coisas aqui e ali, formulei uma resposta que me parece a melhor forma de desarmar este argumento.

Todas as formas de regime necessitam uma figura paternal. Aliás, os clientelismos dos governos representativos (seja numa oligarquia ou democracia) são sistemas semelhantes aos patriarcalismos primatas.

O paternalismo monárquico vai além dessa protecção opressora do patrício da República, do Senador e do Congressita, do Homem do Partido, do Cacique.

O rei é um pai que dialoga com um filho maduro. Há uma relação de afecto, como parece haver desde sempre entre os governantes e governados - mesmo que ocasionalmente não seja bem assim (ironia, ironia) - mas há uma independência e uma responsabilidade da parte do súbdito que tornam o voto irresponsável do infantil cidadão republicano uma tolice de criança mimada e mal-educada.

Ou seja, basicamente a minha argumentação baseia-se no facto de que todos os regimes necessitam esta figura paternalista, só deve haver cuidado em escolher uma que não oprima a figura menor.

Assim, o Rei é um Pai, respeitável e distante, mas afectuoso:



enquanto que o Pai republicano é uma mera perversão desta imagem.

Como insiste em ser o Pai cool, e mostrar que é alguém do Povo e cujas funções são exercidas da forma que qualquer detentor do senso-comum faria, essa Perversão pode ser um desastre para as liberdades do homem - e aqui há casos bem conhecidos.

Essas perversõs patéticas da figura paternal dos Reis pode ser observada tanto na propaganda dos regimes autoritários dos anos 30, 40 e 50, como nos actuais concorrentes à presidência de um país tão pequeno como o nosso.

Aliás, Portugal poderá ser o detentor da mais ridicula transformação da imagem paternal dos Reis em algo absolutamente absurdo:


 publicado por Manuel Pinto de Rezende

(Fonte: Blogue Estado Sentido)


PORQUE UM REI?

JÁ SAIU O CORREIO REAL Nº 2

Pode ser encomendado através do site da RAL em Loja Online - http://www.reallisboa.pt/ral/loja-online/, pelo preço de €2,50.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

ESPERANDO NO PASSADO UM FUTURO

Passaram mais de quinhentos anos desde aquele dia. Aquele Verão de 1578 havia mudado os destinos deste Reino para sempre. Sabido era que o Rei, Dom Sebastião e toda a elite aristocrata haviam padecido em Alcácer-Quibir. Com o trono vazio, o medo crescia nas ruas de Lisboa, para acalmar o povo dissera-se “Ele há-de voltar… numa manhã de nevoeiro, como a que o viu partir”.

O mito nascera e, na boca do povo cresceu, fez-se crença popular e sempre que a esperança emagrece a lenda reaparece. Diz-se mesmo que foi o espírito Sebastianista que fez com que o povo quisesse o retorno do Rei e da independência em 1640. Disse-o D. Miguel de Almeida, na manhã de 1 de Dezembro, em que diante do Terreiro do Paço e daquela multidão proclamou com as lágrimas a escorrerem-se-lhe pela barba grisalha – “Olhai Portugueses! O Príncipe e Rei que meu pai viu partir… voltou, e hoje venho no meu brado gritar… Liberdade! Liberdade! Viva Dom João IV! O 8º Duque de Bragança, é o nosso legítimo Rei!”- foram estas as palavras deram força e mantiveram viva a esperança durante aqueles vinte e oito anos da Guerra da Restauração.

Não foi caso único na nossa história; em momentos de crise e desespero, a espera de Dom Sebastião veio trazer a esperança e o consolo que muitas vezes nem a Fé confortara.

Muitos escreveram sobre isto, foi no dealbar da Primeira República, vista por muitos na altura como uma catástrofe Nacional, que levou homens como António Sardinha, Francisco Rolão Preto e Homem-Christo a fundar uma nova esperança - o Integralismo Lusitano – do qual foi membro o escritor e poeta Fernando Pessoa, que na sua obra tanto traduziu este mito.

Será um tormento do passado? Um agoiro do futuro? – Ou será apenas o facto de Portugal não ser capaz, nunca mais, de construir um futuro, tão belo, luminoso e glorioso quanto o seu passado, passado, “que não volta mais”- João Ferreira-Rosa.

Não podemos refugiarmo-nos no passado e esquecermo-nos do futuro.


Por: António Baião Pinto
 
(Fonte: Blogue Monárquicos Nortenhos)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

AS RAZÕES DE O SER por Paulo Teixeira Pinto (*)

Sou monárquico. Isso sei-o bem.

Desde quando sou monárquico? Isso já não o sei dizer bem. Desde sempre? Bem, pelo menos desde que me lembro. Porque sei que desde o momento em que, ainda adolescente, meditei pela vez primeira sobre o assunto descobri, no mesmo instante, que era, naturalmente, monárquico.

Porque sou monárquico? Como acabei de dizer, para mim tratou-se de uma revelação natural, isto é, feita de acordo com a própria natureza das coisas. Não que tal decorra como inerente à própria condição humana, mas no meu caso pessoal resultou do reconhecimento da relação emocional e racional existente entre alguém que é português e Portugal, o mesmo é dizer entre uma ínfima parte e o todo a que esta pertence, uma Mátria que se fez Nação sendo um Reino.

Portugal ganhou identidade fazendo-se unido na sua pluralidade. E o que precisamente congregou e conferiu unidade às diversidades que sucessivamente lhe foram acrescendo foram os seus reis. O que tinham em comum todos aqueles que foram fazendo Portugal, no curso dos séculos e nos domínios das terras cujas fronteiras estavam sempre mais distantes, era o respeito a quem os conduzia e à bandeira que todos representava. Neste sentido, portanto, pode dizer-se que Portugal , porque nasceu, cresceu e envelheceu como Reino, é sem dúvida uma construção monárquica. Nada de mais natural, por conseguinte, do que um português gostar de gostar de Portugal, e só por isso reconhecer-se monárquico. Sem com isso se pretender, obviamente, que não haja portugueses que sejam republicanos e patriotas.

Porquê ser hoje contra a República? O problema é assim frequentemente colocado, embora o ponto não seja esse, antes o seu contrário. Não são os monárquicos que estão contra a República, mas os republicanos contra a Monarquia. Pois se foram aqueles quem derrubou esta...

Ser monárquico não é ser contra alguém ou alguma coisa. É ser por um ideal e estar em defesa de quem o encarna. Porque o Rei não é o senhor do Reino mas sim quem personifica em cada e determinado momento todos aqueles que vivem com identidade comum, num tempo comum e num espaço comum. O Rei é o primeiro servidor da comunidade, ou, dito de outro modo, o Rei é o último dos súbditos do Reino.

Nós, os monárquicos portugueses, também sabemos bem, à entrada do terceiro milénio, que a tradição que encerra a monarquia não é sinal de antiguidade, mas fonte de modernidade. Porque é uma prova de esperança. Esperança que Portugal não se dilua nuns putativos Estados Unidos da Europa. Não desconhecemos que só os povos que preservem os códigos da sua própria identidade poderão permanecer enquanto tais. Sem dúvida que é legítimo que alguns pretendam ser apenas europeus. Mas é mais legítimo ainda querer continuar a ser o que se é: portugueses por natureza e universais por vocação, logo também europeus por consequência.

A Europa não é, nem será nunca, uma Nação. E se não o é, nem pode sê-lo, também não deve pretender fingi-lo. Acontece que o faz. E sucede que o fingimento consiste em mascarar diversas Nações com as vestes de um Estado Federal. Ora, tal transformismo só é possível de encenação se nesta participarem abstractamente os chefes de Estado actuais. Resultará sempre realmente impossível se for ensaiado com Reis de Povos.

Por isso, ser monárquico hoje não é só uma manifestação de lealdade histórica. É sobretudo uma declaração de luta futura pela defesa da Independência de Portugal, para sempre.

E é esta a razão fundamental para todos os portugueses redescobrirem a necessidade e a urgência de emprestarem a sua vontade à restauração da Monarquia. Sem que isto signifique que até agora estejam convencidos do contrário, porque felizmente quase não há republicanos militantes. Se bem que, infelizmente, muitos ainda se julguem republicanos, apenas porque enfim...

Assim será até à proclamação: monárquicos porque sim!

(*) Presidente da Causa Real

COMUNICADO DA COMISSÃO COORDENADORA DA ACÇÃO MONÁRQUICA

Perante a insistência de alguns, de continuar a criar a confusão e a levantar suspeições entre os que se afirmam defensores do ideal e projecto monárquico, entendemos necessário fazer o seguinte esclarecimento público:

1- A premissa essencial da Acção Monárquica é….Unidos no Objectivo Monárquico; Unificados por D. Duarte de Bragança e pela Família Real Portuguesa; por Portugal; pela Monarquia.

2- A Acção Monárquica é uma organização sem estatuto jurídico, que não se afirma alternativa a nenhuma outra estrutura, muito menos como adversária de qualquer organização monárquica.

3- A Acção Monárquica surge pela necessidade de promover a afirmação monárquica na sociedade portuguesa, através de uma nova atitude de dinamismo, de uma mensagem consistente e coerente, de uma postura de empenhamento e determinação, um sério contributo para a afirmação da Monarquia como um projecto alternativo e realizável.

4- A Acção Monárquica alerta todos os monárquicos para a ponderação das razões que inibem a credibilidade da mensagem monárquica na sociedade portuguesa, nomeadamente as doutrinas expressas tão frequentemente por alguns monárquicos, da doutrina da Unicidade ou Corporativismo da representação monárquica. Doutrinas essas que já foram claramente rejeitadas pelo povo português e são incompatíveis com a liberdade e os direitos individuais.

5- A Acção Monárquica apela assim, para que os monárquicos se consensualizem num objectivo e num compromisso de estratégia e de mensagem credível e compatível com a democracia e a liberdade de cada português.

6- A Acção Monárquica não aceita pactuar com inércias e resignações e por consequência apela a todos os monárquicos e a todas as suas organizações para a indispensável complementaridade na sua acção determinada, em nome de Portugal, da Monarquia e para a secundarização de aspectos caricatos de interesses particulares.

7- A Acção Monárquica apesar de utilizar a internet como instrumento de promoção e divulgação do seu ideal e do projecto monárquico, não tem uma visão redutora de que a sociedade portuguesa se resume aos que usam estes modernos instrumentos e tem uma postura de acção e determinação no fomento da participação cívica de todos os monárquicos e das suas organizações.

8- A Acção Monárquica já se apresentou a D. Duarte de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, e Dele só obteve palavras de estímulo.

9- Todos os Movimentos e Núcleos, que se juntaram na Acção Monárquica, têm total autonomia de acção e todos eles fazem parte da sua Comissão Coordenadora.

10- A Acção Monárquica é assim uma estrutura inovadora e moderna, em que os membros da sua Comissão Coordenadora estão em permanente contacto e as suas decisões não estão dependentes de qualquer outro formalismo institucional, que não seja a decisão por maioria.

11- A Acção Monárquica não está veiculada a complexos de qualquer natureza, rejeita a discussão de eventuais questões dinásticas, pois considera tudo isso já inequivocamente ultrapassado, perfeitamente esclarecido para todo o povo e inibitório do debate sobre questões prioritárias e também da identificação de muitos factores de unidade e de encontro de sinergias úteis, para a acção e para a conquista da sociedade portuguesa.

12- A Acção Monárquica não interfere nas prioridades de ninguém, nem de nenhuma organização ou estrutura, mas salienta que qualquer estrutura, por mais digna e importante que seja, é apenas um instrumento e como tal, é no cumprimento dos seus objectivos que se deverá afirmar.

13- Que todos saibamos ser dignos das nossas convicções e do nosso amor por Portugal.

A Comissão Coordenadora da Acção Monárquica
15 de Fevereiro de 2010

SOBRE NÓS
Acreditar
Que Portugal se restaure e reencontre de novo com a sua História
A Monarquia
Que se abra a porta da esperança ao Povo Português
Que se enalteçam os sucessos de um Povo Nobre e de uma História gloriosa
Que se trave o caminho da dissolvência de um Nação
Que se olhe por um Povo que tem uma impar Identidade
Que se enalteça e se valorize a Alma Portuguesa
Que se volte a Acreditar
Que volte a generosidade e o espírito heróico, o patriotismo
Que se volte a olhar para Mar, passado e futuro
Que se volte a cuidar do Império, a Lusofonia
Que a Europa seja a liberdade e não a prisão
Que a critica dê lugar à afirmação
Portugal foi e será Grande
Se portugueses ainda houver
Tantos desígnios e tantas potencialidades
Tanta mentira e subjugação
Tantos interesses e tanta mesquinhez
Que nos vendam os olhos e são razão da traição
Acreditar, é preciso voltar a Acreditar
Não somos pequenos, somos Grandes
A mentira não é um valor, não pode perdurar, não pode persistir
Valor é e será, a nobre diferenciação, do nobre povo português
Valor é e será a língua portuguesa, a cultura portuguesa
O espírito português…a Identidade
A oportunidade está na afirmação, na confiança, na determinação
Restaurar é Acreditar, no povo e na História
A nostalgia é um sonho nebuloso, é preciso Acreditar no sonho
Patriotismo e Responsabilidade não é esperar ou apenas ter esperança
É Acreditar e ter Convicção…é agir e lutar
É intervir e resistir, com coerência e credibilidade
É abrir a porta da oportunidade
À atitude tem de se associar a mensagem motivadora
Credível porque realizável, oportuna e desejada
Que se mobilizem os sentimentos de um povo ansioso
Descrente e até resignado
Este grito de esperança, não pode ter sinais de acomodação
Este grito tem de ser dado, pelo herdeiro da história e dos valores
Então todos responderemos com o entusiasmo recuperado
Que seja esse grito de esperança rapidamente ouvido
Não é possível esperar mais
A história já não é ensinada, o orgulho já não é enaltecido
Este é o momento de salvar Portugal
Adiar ou esperar é cada vez mais traição
Não é isso que esperam de nós, nossos filhos e nossos netos
Eles também têm direito, de sentir orgulho de serem portugueses
É preciso Acreditar, no povo português
Em novos desígnios e oportunidades
Portugal é grande e rico, por isso o querem dissolver
As ideologias que se mantenham e governem
Que se trave a ideologia da extinção de uma Nação
Que se mobilize o patriotismo salvador
Pela única mensagem possível, de unificação do povo
O Reino de Portugal

José J. Lima Monteiro Andrade
30/10/2009

(Fonte: Blogue Acção Monárquica http://blogaccaomonarquica.wordpress.com/)