domingo, 7 de fevereiro de 2010

MANUEL ALEGRE SOBRE A MONARQUIA: "TUDO PODE E DEVE SER DEBATIDO"


É verdade, a frase é mesmo de Manuel Alegre sobre a hipótese de restauração da monarquia em Portugal, e foi dita ao O Diabo, que saiu ontem (dia 18 de Agosto). Existe um mito enorme, criado pelos republicanos, de que a monarquia é de direita e a república é de esquerda - mais do que um mito estamos perante um dogma. Basta termos bom senso e lermos um pouco da História do nosso país, para percebermos que isto é mentira. A monarquia só pode existir, como o Sr. D. Duarte está farto de referir, em democracia - e a democracia não é da esquerda nem da direita, é de todos e para todos, como o Rei.

Pouca gente sabe e poucos foram os historiadores que se deram ao trabalho de investigar o assunto, mas o primeiro partido socialista a existir em Portugal (o Partido Socialista Português) tinha imensos monárquicos (a maioria dos militantes) e existem relatos da época que comprovam que o mesmo foi apoiado pelo Rei D. Manuel II. Os socialistas tinham na época por certo de que o regime era uma questão secundária e que as condições de vida dos operários iriam piorar se a república fosse implantada. Não é que tiveram razão?

Mas podemos ir mais longe. Quantas pessoas é que se deram ao trabalho de investigar e estudar os imensos monárquicos que foram oposicionistas do Estado Novo? Querem exemplos? Que tal o Henrique Barrilaro Ruas, que no I Congresso da Oposição Democrática foi o primeiro orador a exigir "a entrega imediata das colónias aos seus povos"? Ou então o advogado João Camossa, que num processo em que defendia oposicionistas ao regime salazarista foi o primeiro e único caso em que um advogado passou da sua condição a arguído. Confrontado com o problema foi até à casa de banho e apresentou-se perante o juíz fascista a dizer que por baixo da toga estava completamente nu e que se fosse constituído arguído a teria que despir - o juíz fascista não teve coragem de o constituir arguído.

Então e o Francisco Sousa Tavares e a Sophia de Mello Breyner? E o pai de Sottomayor Cardia? E o pai de Jaime Gama? E o Gonçalo Ribeiro Teles? E o Sá Carneiro? E o Henrique de Paiva Couceiro? E a Amália Rodrigues? E os outros, tantos outros que eram de esquerda uns, de direita os outros, mas que tiveram como marca comum a luta, de peito aberto ou na clandestinidade, pela democracia em Portugal? Só os republicanos são herdeiros da resistência ao Estado Novo? Só? Chega de demagogia. A Liberdade quando nasceu foi fruto de todos e nasceu para todos.

Se perguntarmos a qualquer socialista ou pessoa de esquerda quais são os líderes políticos em que mais se revêm, as repostas vão ser óbvias e vão aparecer de certeza estes quatro nomes: Olof Palme, Felipe Gonzales, Tony Blair e José Luís Zapatero. O que têm em comum? Todos governaram em monarquia e nunca a contestaram.

Então e não será óbvio que qualquer militante do Bloco de Esquerda se revê no modelo social liberal do Reino da Holanda? E o afamado modelo económico escândinavo defendido à boca cheia pelo PS? Os países escandinavos também são monarquias.

É por estes motivos que Manuel Alegre tem razão, "tudo pode e deve ser debatido". Por isso está na hora da esquerda abandonar os dogmas. Por isso está na hora de passarem a palavra ao povo, que eu acredito ainda é quem mais ordena.

Por João Gomes de Almeida, em 19/08/2009, no blogue O amor nos tempos da blogosfera

AVEIRO ANTIGO

ALFREDO KEIL, UM MONÁRQUICO E A REPÚBLICA

«No centenário da sua morte, surgem a lume algumas verdades: que Alfredo Keil nunca foi republicano, que não era um pintor sofrível e antes de grande qualidade, um músico elegante e empenhado e que A Portuguesa foi um acaso, um feliz acaso mas um acaso!» Notícia da Lusa, que acrescenta: «Alfredo Keil, autor do Hino Nacional, cujo centenário da morte se completa quinta-feira, foi um “homem genuíno do século XIX, pela sua formação cultural”, afirmou à Lusa a historiadora Ana Xavier, uma estudiosa da sua obra. “Ele fez todo o percurso de uma figura genuína do século XIX, nomeadamente a viagem que encetou pelas principais cidades europeias, além da sua formação”, disse a investigadora.

Alfredo Keil foi “um homem programático, que sabia o queria e que, curiosamente, se torna conhecido por algo que não programou, por um impulso, levado pela reacção nacionalista ao Ultimato inglês [1870]“, sublinhou Ana Xavier. “A Portuguesa” foi “absorvida pela República, sem Keil nada ter feito por isso, tanto mais que não há um único elemento que nos indique qualquer referência republicana em si”. “A Portuguesa”, que rapidamente se tornou popular, foi adoptada como hino nacional em 1911. Além de “A Portuguesa”, Keil foi autor de várias polcas, valsas, peças para piano além de óperas, de que “A serrana” é a mais conhecida, havendo outras que nunca foram levadas à cena no século XX como “Irene” e “Dona Branca”. (…) Para o maestro João Paulo Santos, que em 2002 levou à cena “A Serrana” no São Carlos, Alfredo Keil é um compositor que “procurou um idioma nacional para a música”.

Mas a par da composição, Alfredo Keil “foi um pintor compulsivo e apaixonado” tendo-se inspirado muito nas paisagens da zona de Sintra, onde tinha casa. Estudou pintura em Munique e Nuremberga e mais tarde em Lisboa. Expôs pela primeira vez em 1875, tendo recebido duas medalhas de bronze. Concorreu à Exposição Universal de Paris de 1878, onde obtém uma Menção Honrosa, e no ano seguinte recebe uma medalha de ouro na exposição do Rio de Janeiro. Em 1890 expõe em Madrid, sendo condecorado com a Ordem de Carlos III. Era um pintor bem aceite na sua época e vivia essencialmente da pintura, embora tivesse fortuna familiar. Em 1890 abre uma galeria em sua casa, que se situava no número 77 da Avenida da Liberdade em Lisboa. “Vendeu quase tudo” e o próprio Rei D. Luís comprou algumas telas para a sua galeria no Palácio da Ajuda, segundo João Paulo Santos. O pintor e compositor oferecerá aliás ao monarca o primeiro volume das suas obras musicais, editado pela Neuparth. (…)

Keil, que começou a pintar aos 14 anos, traz uma técnica diferente e isso mesmo lhe nota o crítico de arte António Enes, aquando de uma das suas exposições. A crítica de arte relativamente a Keil foi sempre “exacerbada”, diz António Rodrigues, referindo que o Grupo Leão, dominado por Silva Porto, “preferiu antes ignorar Keil, pelas suas origens românticas”. “Podendo ter sido um diletante, até porque era originário de uma família abastada que fez empréstimos à Coroa, o pintor foi essencialmente um artista empenhado na sua sociedade, um incansável trabalhador que com afinco tanto se aplicou na música como na pintura”, frisa António Rodrigues, sendo esta opinião partilhada por João Paulo Santos e Ana Xavier. (…)

Uma outra faceta desconhecida de Alfredo Keil é a de coleccionador e museólogo em termos profissionais, tendo chegado a organizar um museu de instrumentos musicais que no final da vida foi disperso. Parte deste espólio integra actualmente o Museu da Música, ao Alto dos Moinhos, em Lisboa. “Além de vários instrumentos, alguns fazendo parte da exposição ao público, há no Museu também várias partituras suas”, disse à Lusa fonte da instituição. Esse museu, cujo catálogo foi escrito por Keil, reunia 400 objectos da Europa, África e Ásia. »

Lisboa, 02 Out (Lusa) – excerto

Fonte: blogue portadovento

sábado, 6 de fevereiro de 2010

ECOMUSEU DO SALGADO DE AVEIRO - PRESERVAR PARA TRANSMITIR



A cerimónia de lançamento da obra “Ecomuseu do Salgado de Aveiro", da autoria de Énio Semêdo, teve lugar nos Paços do Concelho, ontem sexta-feira dia 5 de Fevereiro, pelas 18.00 horas, e foi seguida da inauguração da Exposição Monográfica sobre o Salgado de Aveiro, na Galeria dos Paços do Concelho.

A sessão contou com as presenças do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia, e da Vereadora do Pelouro da Cultura, Maria da Luz Nolasco.

A obra pretende ser um contributo para a promoção e preservação da actividade secular salícola da região de Aveiro.

A  Real Associação da Beira Litoral congratula-se com este grande contributo para a cultura Aveirense proporcionado pelo seu sócio fundador e membro da direcção. Bem-haja Énio!

A exposição Monográfica sobre o Salgado de Aveiro estará patente ao público, das 14.00 às 19.00 horas, na Galeria dos Paços do Concelho, entre os dias 5 de Fevereiro e 7 de Março.

Esta exposição projecta de forma tridimensional os propósitos da obra, com o objectivo de traçar um desenvolvimento integrado e sustentável do património cultural e natural do salgado e da história e cultura salícolas, projectando-o na memória colectiva futura.

A mostra comporta artefactos, pinturas, fotografias, postais e recortes alusivos ao sal, do espólio da Autarquia Aveirense, de Énio Semêdo e do Clube dos Galitos.

Biografia

Énio Fernandes Curvo Semêdo nasceu a 8 de Junho de 1942, em Degracias – Soure.

Licenciado em Geografia, mestre em Antropologia, é professor aposentado do Ensino Secundário e esteve ligado à formação de formadores (Centro de Apoio Pedagógico – Porto; CIFOP da Universidade de Aveiro; D.G. do Ensino Secundário); professor do Instituto Superior das Ciências da Informação e Administração - ISCIA e coordenador do Centro de Apoio de Aveiro da Universidade Aberta.

Membro fundador de: Fundação para o Estudo e Desenvolvimento da Região de Aveiro – FEDRAVE, Centro Português de Geopolítica -CPG; Associação para a Defesa e Estudo do Património Natural e Cultural do Distrito de Aveiro – ADERAV; Liga dos Amigos do Hospital Infante D. Pedro; Liga dos Amigos do Museu de Aveiro; Círculo Arte e Música de Aveiro; Real Associação da Beira Litoral.

Membro de: Concelho Técnico Consultivo do Arquivo do Distrito de Aveiro; Comissão Consultiva da Feira das Velharias; Comissão Consultiva da Estratégia de Aveiro. Sócio da Associação Portuguesa de Geógrafos (APG) que lhe atribuiu, em 2002, o Prémio João Ferreira Deusdado e do Rotary Club de Aveiro.

Principais publicações

“Aplicação. A lição”, 1973:102-114, Coimbra;

“Contribuição para o uso de microcomputadores no Ensino Secundário”, Actas do IV Colóquio Ibérico de Geografia 1986:801-809, Fac. Letras da Universidade de Coimbra;

Livros Didácticos para o Ensino da Geografia dos 7º, 8º e 9º anos, 1989 a 2001, Porto Editora;

“Caracterização do Distrito 197”, 1987 Rotary Club Aveiro;

1º Prémio de Ensaios do Rotary Club de Aveiro;

“Aveiro – Do Vouga ao Buçaco”, 1989, Editorial Presença;

“Desenvolvimento de uma Aplicação Museológica sobre a Apropriação Social de Recursos em Ambiente Litoral Marítimo (Ria de Aveiro)”, 1989, Universidade do Minho;

“Para uma Geografia de Aveiro – História de Aveiro”, 2009:23-45, Câmara Municipal de Aveiro.

Autor de diversos artigos publicados em jornais diários e semanais.

Sinopse da Obra

Quem se debruça sobre a história da salicultura na região de Aveiro, logo se apercebe que está perante uma actividade secular – certamente anterior à nacionalidade – que apesar de ter como característica dominante a aleatoriedade dos resultados anuais da produção, foi o ouro branco, a mola impulsionadora do progresso de Aveiro até tempos relativamente recentes.

Actividade de cariz profundamente identitário, viu, nas últimas décadas, começar a pairar sobre si a sombra ameaçadora do declínio.

Mesmo ao desaparecimento. E não parece capaz de se auto-reanimar.

Foi no convencimento de que a forma mais eficaz de promover a sua preservação é através de uma intervenção exterior que optei pela proposta de institucionalização do Ecomuseu do Salgado de Aveiro.

Deve ser entendido como pólo congregador de sinergias múltiplas, dinâmico e dinamizador de uma actividade claramente deprimida e agente de preservação da cosmovisão marnoteira.

O Ecomuseu do Salgado de Aveiro será um agente de socialização, escorado num projecto de auto-desenvolvimento de uma comunidade, que tem em conta o passado porque visa o devir.

MONARQUIA, SIM!


Porque há uma opção melhor que a República em que vivemos!

O QUE FOI DITO SOBRE A MONARQUIA

"A Monarquia é o mais maleável dos regimes, o mais pronto a se renovar, aquele que tem menos medo das idéias e o que menos se encerra na rotina" (Bainville)

"Acto de inteligência, a Monarquia é o princípio que resume os valores que a razão humana e a experiência dos povos revelaram, um a um, como possível na construção política do Estado" (Francisco de Sousa Tavares)

"A Monarquia é tradicional por seus princípios, moderna por suas instituições" (Conde de Paris)

"A História, que é a política experimental, demonstra que a Monarquia hereditária proporciona ao homem o governo mais estável, mais feliz e mais natural" (Joseph de Maistre)

"Se mandaram os reis embora, hão-de tornar a chamá-los" (Alexandre Herculano)

"A Monarquia jamais esquecerá que seu primeiro dever é proteger o fraco contra todas as opressões" (Duque de Orléans)

"Tratem de arranjar um Rei. Com esta receita dirigida às transições frustradas, Jardi Solé Tura, político de activa e inteligente presença na construção democrática espanhola, não sugere, é claro, a procura por um monarca desempregado para assumir o cume do poder. Sob o bom humor da forma, lembra uma inscrição inequívoca da democratização espanhola: a necessidade de um factor de estabilidade que permita à transição neutralizar as forças adversas, como uma espécie de pólo de convergência geral, situado acima das diferenças" (Jânio de Freitas)

"A esta altura sinto-me inclinado a votar pela monarquia simplesmente porque é uma rima antonómica da anarquia" (senador Roberto Campos)

"A Monarquia, quando nela existirem as boas regras escritas a que chamamos leis, é a melhor das Constituições" (Platão)

"A função do Rei da Espanha consiste em acatar a Constituição" (Rei Juan Carlos)

"Quer dizer que a Monarquia é a protectora natural dos interesses do povo, e por povo se deve entender todos os cidadãos, todos os filhos da mesma Pátria, seja qual for a sua condição social" (Firmin Bacconnier)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

JANTAR MENSAL DA REAL ASSOCIAÇÃO DA BEIRA LITORAL




VIVA O REI!

Acontecerá hoje, pelas 20 horas no Restaurante "A Proa", em Aveiro, mais um jantar mensal da Real Associação da Beira Litoral. Convidamos todos os associados e simpatizantes a estarem presentes de forma a enriquecer o nosso convívio.